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Amazon (AMZO34) e Apple (AAPL34) soam alarme sobre riscos vindos de China e Ucrânia

Amazon (AMZO34) e Apple (AAPL34) soam alarme sobre riscos vindos de China e Ucrânia

Sinal de cautela foi passado aos investidores após divulgação dos balanços trimestrais; ações caem no pré-mercado

fachada da Apple

Foto: Shutterstock

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As gigantes da tecnologia Amazon (AMZO34) e Apple (AAPL34) fizeram um alerta ao mercado sobre os impactos do avanço da guerra na Ucrânia e o recrudescimento da pandemia da Covid-19 na China como riscos ao crescimento nos próximos meses.

As empresas temem que o cenário global fortaleça os entraves nas cadeias de produção e aumente a falta de insumos, principalmente tecnológicos, gerados pela crise sanitária nos últimos dois anos. 

O clima negativo derruba os papéis das empresas no pré-mercado na Nasdaq nesta sexta-feira (29). Por volta das 11h (de Brasília), as ações da Apple operavam quase estáveis, enquanto as da gigante varejista mergulhavam 12,6%. No Brasil, os recibos de ações das duas companhias (BDRs) apresentavam comportamento semelhante – Apple (AAPL34) subia 0,34%, enquanto Amazon (AMZO34) caía 6,7%.

O movimento dá seguimento às quedas registradas nesta quinta-feira (28) no pós-mercado, depois da divulgação dos balanços do primeiro trimestre.

Os resultados da Amazon já começaram a ser afetados por estes problemas. A empresa reportou prejuízo de US$ 3,8 bilhões no primeiro trimestre, ante lucro de US$ 8,1 bilhões nos três primeiros de 2021, mesmo diante de um aumento de 7,3% nas vendas, que passaram de US$ 108,5 bilhões em 2021 para US$ 116,4 bilhões neste ano. 

“A pandemia e a guerra na Ucrânia trouxeram crescimento e desafios incomuns”, afirmou o CEO da Amazon, Andy Jassy. Segundo o executivo, “a empresa está focada em melhorar a produtividade e a eficiência de custos em toda a nossa rede de atendimento”. “Isso pode levar algum tempo, principalmente porque trabalhamos com pressões inflacionárias e da cadeia de suprimentos contínuas”.

Em uma posição mais confortável, a Apple reportou lucro de US$ 25 bilhões no primeiro trimestre, aumento de 5,8% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado (US$ 23,6 bilhões). Já a receita da empresa saltou 8,5%, passando de US$ 89,5 bilhões para US$ 97,2 bilhões.

No entanto, durante a teleconferência para apresentar os resultados, os executivos da companhia disseram que os números do período foram prejudicados por problemas na cadeia de fornecimento – embora em grau bem menos intenso que no final do ano passado -, mas que ainda não refletem os novos lockdowns anunciados pela China em abril.

“Olhando para frente, vemos duas causas para restrições na oferta. Uma são os problemas relacionados à Covid, e o outro é a escassez de silício, que deve continuar”, disse o executivo-chefe da Apple, Tim Cook.

O diretor financeiro da Apple, Luca Maestri, estimou que estes problemas podem ter impacto de US$ 4 bilhões a US$ 8 bilhões na receita da companhia.

Os executivos disseram que veem problemas particularmente no corredor de produção de Xangai, na China, onde a empresa possui fábricas voltadas à montagem dos produtos finais da companhia. Segundo eles, essas unidades estão passando por períodos de pausa e retomada na produção por causa dos problemas mencionados.

A situação mais recente, segundo Cook, é de retomada da operação de “quase todas” estas fábricas, mas ressaltou que a situação pode mudar. “É difícil prever a Covid”, acrescentou. 

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