O mercado de trabalho americano criou 199 mil vagas de emprego em dezembro do ano passado, um resultado bem abaixo do esperado por analistas de mercado, que acreditavam em alta de mais de 400 mil.
De acordo com dados divulgados pelo BLS (Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA) nesta sexta-feira, dia 7, a taxa de desemprego da maior economia do mundo fechou o ano em 3,9%. O salário médio por hora subiu 0,61% em relação a novembro.
O cenário pior do que o previsto pelo mercado pesa contra a possibilidade de uma alta antecipada de juros nos Estados Unidos, mas a avaliação do mercado é que o tom da ata do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) desta semana foi tão hawkish (ou seja, mais inclinado ao aperto monetário) que dificilmente haverá alguma mudança de rumo.
A ata não só sinalizou que a autoridade monetária pode subir a taxa básica de juros mais cedo que o esperado, como pode começar a reduzir a carteira de ativos no balanço do banco mais rapidamente que no ciclo anterior.
O payroll é o dado do mercado de trabalho dos EUA mais acompanhado pelo Fed, que tem duplo mandato: além de controle da inflação, a instituição também deve perseguir o objetivo do pleno emprego.