Inflação na China acelera em outubro tanto para consumidor quanto para produtor

Previsão, porém, é de que preços ao produtor percam força nos próximos meses

Os índices de preços da China aceleraram o ritmo de alta em outubro e superaram as previsões do mercado, mas deve perder força nos próximos meses no caso do setor produtivo, enquanto para os consumidores o ritmo de avanço ainda está aquém do nível necessário para deixar o governo em alerta.

O índice de preços ao consumidor chinês subiu 1,5% no acumulado em 12 meses até outubro, acelerando o ritmo de alta em relação a setembro, quando havia apresentado alta de 0,7%, de acordo com dados do departamento de estatísticas da China. No caso do índice de preços ao produtor, o avanço foi de 13,5% no acumulado em 12 meses até outubro, também superior ao observado em setembro, de 10,7%.

Segundo a consultoria financeira Cantor Fitzgerald, a alta de ambos os índices superou as previsões do mercado, que eram de 1,4% para os preços ao consumidor e de 10,7% para os preços ao produtor.

Os investidores estão monitorando os números de inflação porque há uma alta global nos preços, principalmente de bens, que está levando bancos centrais a aumentar os juros ou a adotar medidas de política monetária com o objetivo de restringir a atividade econômica e conter a inflação. Ainda assim, de acordo com analistas do Danske Bank, no caso da China este não parece ser o cenário no curto prazo.

“O aumento nos preços do carvão e a escassez de eletricidade aumentaram os custos com energia em outubro, aumentando os preços. No entanto, esta escassez diminuiu após medidas tomadas pelo governo e os preços do carvão caíram 50% em relação ao pico mais recente. Portanto, devemos ver uma moderação da inflação nos próximos meses”, disse o Danske Bank em um relatório, acrescentando que no caso dos preços ao consumidor a inflação de 1,5% ainda está distante do centro da meta de 3% buscada pelo governo chinês.

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