Nesta quinta-feira, 18, os preços do petróleo seguiram em queda, chegando a um recuo de 7,07% no valor do barril.
Os contratos do petróleo WTI com entrega para maio fecharam em queda de 7,07%, a US$ 60,06 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex).
Já o petróleo Brent para maio recuou 6,94%, a US$ 63,28 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).
Estes cinco dias de queda estão sendo a maior sequência de perdas para o WTI nos EUA desde fevereiro de 2020 e para o Brent desde setembro de 2020.
Por conta desse movimento negativo, as ações das petroleiras recuaram.
Com isso, o Dow Jones, que era o único índice americano que não estava em declínio, também começou a cair.
Os estoques do óleo nos Estados Unidos avançaram durante quatro semanas seguidas após o fechamento das refinarias no Texas e na área central do país devido ao intenso clima frio, conforme dados do governo divulgados na quarta-feira, 17, impactando no valor da commodity.
O aumento no valor do dólar, que se recuperou após a reunião do Fed dos EUA, nesta sessão também contribuiu para a queda.
Além disso, o intenso agravamento da pandemia do Covid-19 e as incertezas sobre a vacina desenvolvida pela biofarmacêutica AstraZeneca (que vem sendo suspensa em alguns países da Europa) seguem influenciando o declínio do preço do petróleo.
Entretanto, de acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), não se espera que os preços da commodity entrem em um superciclo (grande período de alta com duração de anos).
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