O crescimento da economia japonesa foi maior do que estimado inicialmente no segundo trimestre deste ano, devido aos gastos sólidos de capital, apesar dos efeitos do agravamento da Covid-19 no país, que prejudica o consumo do setor de serviços e afeta as perspectivas econômicas.
Entre abril e junho de 2021, o Produto Interno Bruto (PIB) do Japão cresceu a uma taxa anualizada de 1,9%, após revisão. Economistas estimavam crescimento de 1,6%, e a expectativa inicial de expansão era de 1,3%.
O PIB do segundo trimestre deste ano registrou crescimento de 0,5% sobre o intervalo de janeiro a março, em termos ajudados aos preços, contra leitura inicial de 0,3% e expectativa de 0,4%.
O componente de gastos de capital do PIB cresceu 2,3% no período em análise frente o primeiro trimestre de 2021, diante de expectativa de 2,0% e preliminar de 1,7%.
A revisão para cima é justificada pelos gastos empresariais melhores do que as estimativas iniciais, já que a recuperação econômica global foi rápida e impulsionou os gastos de capital e produção industrial, mais do que compensando a atividade reduzida no setor de serviços.
Mais da metade do PIB do país corresponde ao consumo privado, que cresceu 0,9% no último trimestre sobre os três meses anteriores. A estimativa preliminar de ganho era de 0,8%.
As exportações líquidas reduziram 0,3 ponto percentual do crescimento da economia japonesa. Em contrapartida, a demanda doméstica contribuiu com 0,8 ponto percentual nos valores revisados.
Vale destacar que a recuperação da economia do Japão continua fragilizada por influência das restrições necessárias devido à pandemia, que prejudicam as atividades do setor privado, além da lentidão na vacinação contra Covid-19.