Inflação (CPI) dos EUA vem em linha com o esperado pelo mercado em maio, com alta de 0,5%

Fonte: Shutterstock/sasirin pamai

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) do país avançou 0,5% em maio de 2026 em termos ajustados sazonalmente, resultado que veio exatamente em linha com a projeção do mercado financeiro e que representa uma leve desaceleração frente à alta de 0,6% registrada em abril. No acumulado de doze meses, o indicador geral atingiu uma variação positiva de 4,2%, também idêntico às estimativas dos analistas. O principal motor da inflação no mês foi o segmento de energia, que disparou 3,9% e respondeu por mais de sessenta por cento de todo o avanço do índice cheio, impulsionado sobretudo pela escalada de 7,0% no preço da gasolina. O grupo de habitação também registrou pressão de alta com avanço de 0,3% no item de abrigo, enquanto os alimentos subiram de forma contida ao anotarem 0,2% no período.

Por outro lado, o núcleo do indicador, que desconsidera as variações mais voláteis de alimentação e energia, apresentou uma elevação de 0,2% na comparação mensal, situando-se ligeiramente abaixo da projeção do mercado que apostava em uma alta de 0,3%. O dado sinalizou uma perda de fôlego em relação ao ganho de 0,4% computado em abril, ao passo que a taxa do núcleo acumulada em doze meses avançou para 2,9%, vindo em linha com o esperado e sutilmente acima dos 2,8% apurados até o mês anterior. Internamente, o alívio mensal do núcleo foi favorecido pela queda de 1,7% nos seguros de veículos e pelo recuo de 0,6% em artigos e operações domésticas, fatores que atenuaram os encarecimentos observados nas passagens aéreas, que subiram 2,7%, e nos serviços de comunicações no encerramento deste balanço tarifário.

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