Ibovespa sobe com inflação abaixo do esperado e alívio externo

Fonte: Shutterstock/Quality Stock Arts

O Ibovespa fechou o pregão desta terça-feira (28) em alta de 0,70%, aos 176.565 pontos, após a divulgação do IPCA-15 de julho abaixo das expectativas do mercado. O indicador reforçou as apostas de que o Banco Central volte a reduzir a taxa Selic na reunião da próxima semana, impulsionando o desempenho da Bolsa brasileira.

No cenário doméstico, o IPCA-15 avançou 0,06% em julho, abaixo da expectativa do mercado, de 0,19%, desacelerando em relação à alta de 0,41% registrada em junho. No acumulado de 12 meses, o indicador desacelerou para 4,52%.

No cenário internacional, os investidores seguiram atentos aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. A pausa nos ataques entre Estados Unidos e Irã foi mantida nesta terça-feira, enquanto Teerã apresentou a Omã uma proposta de acordo temporário para a reabertura do Estreito de Ormuz. Apesar de rejeitar a proposta omanense de divisão igualitária das rotas, o governo iraniano afirmou que manterá o estreito fechado caso sua contraproposta não seja aceita. Ainda assim, os avanços nas negociações diplomáticas contribuíram para reduzir as preocupações do mercado com a oferta global de petróleo.

No setor de petróleo, as ações encerraram o pregão sem direção única, em um dia marcado pela queda de mais de 4% da commodity no mercado internacional. As ações ordinárias da Petrobras (PETR3) avançaram 0,80%, enquanto as preferenciais (PETR4) subiram 0,49%. A Prio (PRIO3) registrou alta de 1,90%, enquanto a PetroReconcavo (RECV3) recuou 0,39%.

No setor bancário, o Banco do Brasil (BBAS3) liderou os ganhos entre os grandes bancos, com valorização de 1,61%, seguido pelo Santander Brasil (SANB11), que avançou 1,13%. Também fecharam no campo positivo o Itaú Unibanco (ITUB4), com alta de 0,40%, e o Bradesco (BBDC4), que subiu 0,32%.

Entre as maiores altas do Ibovespa, a Vamos (VAMO3) liderou os ganhos, com valorização de 5,05%. Na sequência, apareceram Hapvida (HAPV3), com alta de 4,02%, Fleury (FLRY3), que avançou 3,21%, Suzano (SUZB3), com ganho de 2,94%, Yduqs (YDUQ3), que subiu 2,77%, e CSN Mineração (CMIN3), com alta de 2,76%.

Na ponta negativa, a Vivo (VIVT3) liderou as perdas do índice ao recuar 5,98%. Também encerraram o pregão em baixa TIM (TIMS3), com queda de 5,81%, Sabesp (SBSP3), que cedeu 2,08%, Braskem (BRKM5), com recuo de 1,97%, Natura (NATU3), que perdeu 1,77%, e Direcional (DIRR3), com baixa de 1,69%.

 

As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:

Altas

• Vamos (VAMO3): +5,05%

• Hapvida (HAPV3): +4,02%

• Fleury (FLRY3): +3,21%

• Suzano (SUZB3): +2,94%

• Yduqs (YDUQ3): +2,77%


Baixas

• Telefônica (VIVT3): -5,98%

• TIM (TIMS3): -5,81%

• Sabesp (SBSP3): -2,08%

• Braskem (BRKM5): -1,97%

• Natura (NATU3): -1,77%


Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (28/07):

• Segunda-Feira (27): +0,74%

• Terça-Feira (28): +0,70%

• Na semana: +1,45%

• Em julho: +2,64%

• No 3°tri./26: +2,64%

• Em 12 meses: +33,63%

• Em 2026: +9,58%


EUA

Os principais índices de Nova York encerraram o dia sem direção única:

• Dow Jones: +1,03%

• Nasdaq: -0,22%

• S&P 500: +0,21%

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