Ibovespa recua com indefinições no cenário externo e avanço do IPCA-15

Fonte: Shutterstock/KanawatTH

O Ibovespa encerrou o pregão desta quarta-feira (27) com recuo de 0,48%, aos 175.744 pontos. O desempenho do principal índice da bolsa brasileira refletiu a postura de cautela dos investidores diante do cenário externo, marcado pelo impasse nas negociações geopolíticas no Oriente Médio, além do ambiente doméstico, que repercutiu os dados de inflação divulgados pelo IBGE.

No cenário geopolítico e macroeconômico, o mercado acompanhou os desdobramentos internacionais após o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmar, durante uma reunião de gabinete, que os Estados Unidos não estão plenamente satisfeitos com os termos apresentados pelo Irã nas últimas tentativas de acordo. A continuidade das tensões na região segue ditando o ritmo dos mercados ao redor do globo. No plano doméstico, o IPCA-15 de maio registrou alta de 0,62%, acima da projeção do mercado, de 0,57%, acumulando avanço de 4,64% nos últimos 12 meses. O dado foi pressionado pelos grupos de alimentação e bebidas, habitação e saúde. Dentre os nove grupos pesquisados, o único que apresentou retração foi o de transportes, com recuo de 0,33%.

No setor de petróleo, as ações da Petrobras ON (PETR3) recuaram 1,62%, enquanto as da Petrobras PN (PETR4) caíram 1,43%. Já as da Prio (PRIO3) registraram baixa de 2,73%, e as da PetroReconcavo (RECV3) encerraram o pregão em queda de 0,76%. Os bancos também contribuíram para limitar perdas mais intensas do índice, com as ações do Itaú Unibanco (ITUB4) avançando 0,65%, as do Santander (SANB11) subindo 0,55% e as do Bradesco (BBDC4) registrando alta de 0,90%. Já as ações da Vale (VALE3) encerraram o dia com valorização de 0,46%.

Na ponta negativa do Ibovespa, as ações da Cosan (CSAN3) lideraram as perdas, com recuo de 6,30%, seguidas pelas da Copasa (CSMG3), que caíram 4,71%, e pelas da Natura (NATU3), em baixa de 4,13%. Entre as maiores altas do pregão, destaque para as ações da Usiminas (USIM5), que avançaram 5,90%, além das da RaiaDrogasil (RADL3), com alta de 2,72%, e das da CSN Mineração (CMIN3), que subiram 2,66%.

As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:


Altas

• Usiminas (USIM5): +5,90%

• RaiaDrogasil (RADL3): +2,72%

• CSN Mineração (CMIN3): +2,66%

• Embraer (EMBJ3): +1,55%

• Assaí (ASAI3): +1,54%


Baixas

• Cosan (CSAN3): -6,31%

• Copasa (CSMG3): -4,71%

• Natura (NATU3): -4,14%

• Braskem (BRKM5): -3,08%

• MRV (MRVE3): -2,93%


Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (27/05):

• Segunda-Feira (25): +0,91%

• Terça-Feira (26): -0,69%

• Quarta-Feira (27): -0,48%

• Na semana: -0,26%

• Em maio: -6,18%

• No 2°tri./26: -6,25%

• Em 12 meses: +25,94%

• Em 2026: +9,07%


EUA

Os principais índices de Nova York encerraram o dia em alta:

• Dow Jones: +0,36%

• Nasdaq: +0,07%

• S&P 500: +0,02%



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