Ibovespa em queda com ataques dos EUA ao Irã

Fonte: Shutterstock/Ronnie Chua

O Ibovespa abre nesta terça-feira (26) em queda de 1,06%, aos 175.614 pontos, sob tensão após os recentes ataques dos Estados Unidos no sul do Irã, frustrando as expectativas do mercado financeiro de um acordo de paz. Esse novo capítulo da guerra no Oriente Médio, iniciada no fim de fevereiro, reacendeu a volatilidade e impulsionou novamente as cotações internacionais do petróleo.

No setor do agronegócio e de infraestrutura pesada, esse panorama global traz reflexos profundos e ambivalentes para as principais companhias brasileiras. Para a SLC Agrícola (SLCE3), o conflito gera uma pressão cambial e logística preocupante, dado que o Brasil importa 95% dos fertilizantes que consome, encarecendo os custos de produção da safra; por outro lado, a alta das commodities agrícolas e o fortalecimento da demanda de médio prazo abrem novas avenidas de rentabilidade e no pregão registra queda de 0,74%. Simultaneamente, a Brava Energia (BRAV3) avalia a oferta pública de aquisição de ações (OPA) lançada pela colombiana Ecopetrol a R$ 23 por papel, movimento que visa o controle de 51% da companhia, com isso seus papéis registram queda de 0,55%, enquanto a Raízen (RAIZ4) enfrenta negociações complexas com credores para um empréstimo de R$ 2,5 bilhões, sob a expectativa de um acordo até junho, em meio às incertezas sobre o aporte financeiro de seu controlador e no pregão registra queda de 4,88%.

Paralelamente, os setores de saúde e varejo avançam com importantes movimentações societárias e estratégicas no cenário nacional. A Rede D’Or (RDOR3) selou uma parceria com a Atlântica, grupo formado por duas controladas da Bradsaúde (SAUD3), para a construção do Hospital São Conrado D’Or, no Rio de Janeiro, garantindo um encaixe de R$ 59,2 milhões pela venda de 49,99% dos imóveis do projeto, cuja gestão médica e controle majoritário de 50,01% continuam sob sua liderança e no pregão suas ações registram queda de 0,99% e 0,60%, respectivamente. Já no segmento de moda, a Azzas (AZZA3) respondeu formalmente à CVM negando qualquer rumor ou plano de cisão entre os executivos Alexandre Birman e Roberto Jatahy, reforçando que os acionistas não tratam de separação de ativos e que a empresa segue focada em sua estratégia de crescimento com o suporte do Itaú BBA e seus papéis registram queda de 3,54%.

Por volta das 10h52, as listas das maiores altas e baixas eram dominadas por:

Altas

• Prio (PRIO3): +1,35%

• Ambev (ABEV3): +0,67%

• CSN Mineração (CMIN3): +0,67%


Baixas

• Cosan (CSAN3): -5,69%

• C&A Modas (CEAB3): -4,36%

• Azzas (AZZA3): -3,54%


Confira a evolução do Ibovespa:

*Até o dia 26/05 às 10h52

• Segunda-Feira (25): +0,91%

• Terça-Feira (26): -1,06%

• Na semana*: -0,16%

• Em maio*: -6,08%

• No 2°tri./26*: -6,15%

• Em 12 meses*: +27,36%

• Em 2026*: +9,19%



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