Ibovespa em alta sob influência da agenda Trump-Xi e resultados corporativos

Fonte:Shutterstock/Bigc Studio

O Ibovespa abre nesta quinta-feira (14) em alta de 0,77%, aos 178.460, observando o encontro de quase duas horas em Pequim entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e Xi Jinping, presidente da China. A reunião trouxe tons distintos: enquanto o líder chinês alertou sobre as “encruzilhadas” globais e os riscos da independência de Taiwan para a paz, Trump limitou-se a classificar a conversa como “ótima”. A presença de nomes como Elon Musk (Tesla) e Jensen Huang (Nvidia) na comitiva americana reforça o peso comercial da viagem.

No setor bancário e de energia, os resultados do primeiro trimestre de 2026 apresentaram contrastes significativos. O Banco do Brasil (BBAS3) encerrou a temporada dos grandes bancos com um lucro líquido ajustado de R$ 3,4 bilhões, uma queda expressiva de 53,5% que levou o ROE a 7,3%, suas ações registram queda de 0,43%. Já a Braskem (BRKM5) surpreendeu ao duplicar seu lucro para R$ 1,45 bilhão, mesmo enfrentando uma queda de 20% na receita líquida e no pregão registra alta de 1,06%. No segmento de energia e infraestrutura, a Eneva (ENEV3) reportou alta de 36% no lucro (R$ 522,7 milhões) impulsionada por uma geração de energia três vezes superior ao ano anterior e seus papéis registram queda de 1,05%, enquanto a Bradespar (BRAP4) saltou 73,9% em seu lucro líquido, atingindo R$ 553,5 milhões e as ações tem alta de 0,22%. Em contrapartida, a Equatorial (EQTL3) viu seu lucro recuar 14% apesar do crescimento operacional, com isso suas ações registram queda de 0,18%. A Compass (PASS3) registrou queda de 9% no lucro em seu primeiro balanço após o IPO, somando R$ 382,25 milhões e no pregão registra alta de 1,22%.

A temporada de balanços também destacou empresas em fase de recuperação e o setor do agronegócio. A Americanas (AMER3) conseguiu reduzir seu prejuízo líquido em 34%, reportando perdas de R$ 329 milhões contra R$ 496 milhões no ano anterior, com uma melhora notável na receita líquida, 20,2% na comparação ano a ano, e no pregão seus papéis registram queda de 3,90%. A CSN (CSNA3) reduziu seu prejuízo líquido em 24,2%, fechando o trimestre com R$ 555 milhões negativos e as ações tem queda de 0,96%. No campo, a SLC Agrícola (SLCE3) enfrentou um trimestre desafiador, com o lucro líquido recuando 53,8% para R$ 236,1 milhões na comparação anual e as ações registram queda de 2,16%.

Por volta das 10h39, as listas das maiores altas e baixas eram dominadas por:

Altas

• Hypera (HYPE3): +3,86%

• Direcional (DIRR3): +2,98%

• C&A Modas (CEAB3): +2,78%


Baixas

• CSN Mineração (CMIN3): -2,70%

• SLC Agrícola (SLCE3): -2,16%

• Magalu (MGLU3): -1,44%


Confira a evolução do Ibovespa:

*Até o dia 14/05 às 10h39

• Segunda-Feira (11): -1,19%

• Terça-Feira (12): -0,86%

• Quarta-Feira (13): -1,80%

• Quinta-Feira (14): +0,77%

• Na semana*: -3,07%

• Em maio*: -4,73%

• No 2°tri./26*: -4,80%

• Em 12 meses*: +28,92%

• Em 2026*: +10,76%

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