Ibovespa abre próximo à estabilidade, dividido entre o tarifaço dos EUA e o otimismo doméstico

Fonte: Shutterstock/deepadesigns

O Ibovespa abre nesta sexta-feira (17) próximo a estabilidade, aos 173.722 pontos, repercutindo a forte aversão a risco no exterior diante de uma nova onda de vendas em ações de fabricantes de chips e de companhias ligadas à inteligência artificial que já havia derrubado os mercados asiáticos (o Taiex despencou 6,47% em Taiwan, no dia seguinte ao anúncio de mais US$ 100 bilhões em investimentos da TSMC nos Estados Unidos; o Nikkei caiu 4,03% e o Xangai Composto recuou 3,05%), mesmo com resultados acima do esperado da própria TSMC e da holandesa ASML. A continuidade da guerra entre Estados Unidos e Irã, que chega ao sexto dia seguido de ataques americanos agora contra pontes e um aeroporto iranianos, com Teerã ameaçando bloquear as exportações regionais de petróleo e gás caso a ofensiva prossiga.

No campo doméstico, o principal fator de atenção é a nova tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, decidida na quarta-feira (15) e válida a partir da próxima quarta (22), com cerca de 2,1 mil itens isentos, entre eles café, carnes, suco de laranja e peças aeroespaciais. Somada a uma sobretaxa de 10% ainda em vigor até o dia 25, a tarifa média efetiva sobre as exportações brasileiras deve saltar para 18,22% por quatro dias a segunda mais alta do mundo, atrás só da China, com tarifa efetiva média de 26,7%. Na agenda de indicadores, o IBC-Br surpreendeu positivamente em maio, com alta de 0,10% na série dessazonalizada acima da estabilidade (0,0%) que o mercado projetava, ainda que o ritmo tenha perdido força frente ao avanço de 0,50% visto em abril.

No radar corporativo, a Vamos (VAMO3) divulgou uma prévia operacional positiva para o segundo trimestre, com a receita líquida de locação atingindo recorde de R$ 1,1 bilhão, taxa de utilização da frota de 88,6% maior patamar desde 2020 e retomadas de ativos em queda a R$ 189 milhões, o menor nível desde o terceiro trimestre de 2023; a receita líquida total da companhia somou R$ 1,554 bilhão no período, alta de 10,1% ante o mesmo trimestre de 2025 ação em variação positiva de 3,48% no pregão. Já a Cosan (CSAN3) teve o rating rebaixado pela Moody’s, de Ba3 para B1, com perspectiva negativa, em meio à fraca cobertura de juros e à dependência de monetização de ativos para melhorar a estrutura de capital a agência reconhece, no entanto, avanços nesse quesito entre 2025 e 2026; o papel varia negativamente em 0,46% no pregão.

Na Vivo (VIVT3), o conselho aprovou a distribuição de R$ 500 milhões em juros sobre capital próprio, equivalentes a R$ 0,156 bruto por ação ordinária, com os papéis passando à condição “ex-JCP” a partir de 28 de julho; a ação registra alta de 0,59%. A Eneva (ENEV3), por sua vez, encerrou o segundo trimestre com geração bruta total de 2.537 GWh, alta de 35% sobre igual período de 2025, impulsionada pelo maior despacho termelétrico, no pregão registra queda de 0,31%. Por fim, a Embraer (EMBJ3) informou que sua fabricante de eVTOLs, a Eve Air Mobility, firmou memorando de entendimento com a Hitachi Energy para o desenvolvimento de infraestrutura de carregamento em vertiportos os pontos de pouso e decolagem das aeronaves elétricas; a ação registra queda de 1,10%.

Por volta das 10h38, as listas das maiores altas e baixas eram dominadas por:

Altas

• Petrobras (PETR4): +2,58%

• Petrobras (PETR3): +2,53%

• Hapvida (HAPV3): +2,28%


Baixas

• Assaí (ASAI3): -2,22%

• Cogna (COGN3): -1,75%

• Yduqs (YDUQ3): -1,70%


Confira a evolução do Ibovespa:

*Até o dia 17/07 às 10h38

• Segunda-Feira (13): -1,20%

• Terça-Feira (14): +0,51%

• Quarta-Feira (15): -0,36%

• Quinta-Feira (16): -1,24%

• Sexta-Feira (17): -0,03%

• Na semana*: -2,30%

• Em julho*: +1,02%

• No 3°tri./26*: +1,02%

• Em 12 meses*: +28,18%

• Em 2026*: +7,85%

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