Ibovespa abre em queda com petróleo em baixa e risco tarifário no radar

Fonte: Shutterstock/Lightman4289

O Ibovespa abre nesta segunda-feira (06) em queda de 0,83%, aos 172.629 pontos, pressionado pela perspectiva de aumento da oferta global de petróleo, o que reduz os preços da commodity e alivia os temores de pressões inflacionárias. O movimento é sustentado pela decisão da Opep+ de elevar suas metas de produção em 188 mil barris por dia a partir de agosto e pela normalidade no fluxo de embarcações pelo Estreito de Ormuz, que registrou a passagem de 160 navios entre a segunda-feira e o sábado passados, mesmo sem novos avanços nas complexas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã.

No cenário doméstico, as atenções se voltam para Washington, onde será realizada uma audiência pública sobre a investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos para apurar supostas práticas desleais do Brasil. O processo pode culminar na imposição de novas tarifas alfandegárias sobre produtos brasileiros.

No âmbito corporativo brasileiro, a agenda de reestruturações e grandes captações movimenta os holofotes. A Raízen (RAIZ4) caminha para definir na próxima semana o consultor de reestruturação que acompanhará a execução de seu plano de recuperação extrajudicial e no pregão registra estabilidade. Simultaneamente, a Engie Brasil (EGIE3 ) protocola o pedido para uma robusta oferta primária de ações, cuja precificação está agendada para o dia 14 de julho. A operação, considerando o lote inicial e a possibilidade de um lote adicional completo, pode movimentar cerca de R$ 10,5 bilhões com base nas cotações recentes. Desse montante, R$ 5,744 bilhões serão destinados à integralização de sua participação na usina de Jirau, enquanto o saldo remanescente será direcionado para a otimização e o fortalecimento de sua estrutura de capital, contando com a coordenação de grandes bancos como Itaú BBA, Santander, Bradesco BBI, BTG Pactual e Morgan Stanley, com isso seus papéis registram alta de 0,68%

Consolidando sua estratégia de expansão em infraestrutura, a EcoRodovias (ECOR3) deu um passo importante ao assumir oficialmente o sistema rodoviário que integra as rodovias BR-251 e BR-116. A operação será conduzida por meio da concessionária Ecovias das Gerais e representa um marco relevante para o setor, por se tratar do primeiro leilão de rodovias federais realizado no ano de 2026. O novo contrato possui um prazo de vigência de 30 anos e engloba a administração de 734,9 quilômetros de malha viária. Com essa nova incorporação ao seu portfólio de concessões, a EcoRodovias expande significativamente sua relevância operacional e sua presença geográfica no território nacional, passando a gerenciar de forma direta um total de 12 ativos rodoviários estratégicos e suas ações registram queda de 0,53%.

Por volta das 10h54, as listas das maiores altas e baixas eram dominadas por:

Altas

• Auren (AURE3): +2,66%

• Gerdau Metalúrgica (GOAU4): +1,69%

• Cosan (CSAN3): +1,59%


Baixas

• Totvs (TOTS3): -2,60%

• Ambev (ABEV3): -2,46%

• Azzas (AZZA3): -2,22%


Confira a evolução do Ibovespa:

*Até o dia 06/07 às 10h54

• Segunda-Feira (06): -0,83%

• Na semana*: -0,83%

• Em julho*: +0,35%

• No 3°tri./26*: +0,35%

• Em 12 meses*: +22,22%

• Em 2026*: +7,14%

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