Ibovespa abre em queda com nova tarifa dos EUA no radar

Fonte: Shutterstock/KeyFame

O Ibovespa abre nesta sexta-feira (24) em queda de 0,86%, aos 175.200 pontos, em dia que os preços do petróleo Brent recua mais de 2% depois de romper a casa dos US$ 100 pela primeira vez em dois meses, embora caminhe para ganhos semanais, em meio a ataques dos houthis a petroleiros sauditas e ao temor de um novo ponto de estrangulamento no Mar Vermelho; à noite, os Estados Unidos completaram a 13ª noite seguida de ataques ao Irã, e o presidente Donald Trump prometeu uma “grande punição militar” ao país e a seus aliados houthis. Na Ásia, as bolsas fecharam a semana no negativo, pressionadas pela forte venda de ações de tecnologia na Coreia do Sul e no Japão, em meio a temores de uma bolha nos investimentos em inteligência artificial e pela preocupação com o impacto da alta do petróleo sobre a inflação.

No campo doméstico, o principal fator de atenção é a nova tarifa de 10% a 12,5% imposta pelos Estados Unidos a 60 parceiros comerciais a partir de hoje, com base em alegações de fiscalização frouxa contra o trabalho forçado, medida distinta e adicional à sobretaxa de 25% já em vigor desde quarta-feira (22); o Brasil foi enquadrado na alíquota de 12,5%, e o governo classificou a decisão como arbitrária e injustificada. O ministro Márcio Rosa afirmou que cerca de 2 mil produtos brasileiros, caso de carnes, café e suco de laranja, ficam de fora de ambas as tarifas, enquanto calçados, máquinas, peças e químicos não farmacêuticos somam agora 37,5% de taxação; celulose e pescados ficam sujeitos apenas à nova alíquota.

No radar corporativo, a Eneva (ENEV3) recebeu R$ 340 milhões da Vale (VALE3) pelo encerramento do contrato de fornecimento de GNL do Complexo Parnaíba, decorrente da decisão estratégica da mineradora de suspender as atividades da planta; com o fim do acordo, a companhia poderá voltar a comercializar até 250 mil m³ por dia de capacidade de liquefação, com isso as ações registram queda de 1,05% e 0,62%, respectivamente. Já a ISA Energia (ISAE3) captou R$ 1,198 bilhão com uma oferta subsequente de 44,44 milhões de ações, a R$ 27 cada; os recursos serão destinados ao pagamento à Axia Energia, referente à aquisição de participação na Interligação Elétrica do Madeira e à venda de participação na Interligação Elétrica Garanhuns, e o papel registra queda de 4,39% no pregão.

Já a CSN (CSNA3) pode se desfazer de ativos de cimento: segundo o colunista Lauro Jardim, do O Globo, a italiana Cementir avalia a compra de ativos da CSN Cimentos o que marcaria a entrada da companhia no mercado brasileiro, atuando em parceria com a Votorantim Cimentos e registra queda de 0,19%.

Por volta das 10h23, as listas das maiores altas e baixas eram dominadas por:

Altas

• Hypera (HYPE3): +0,80%

• Lojas Renner (LREN3): +0,60%

• MRV (MRVE3): +0,46%


Baixas

• Isa Energia (ISAE4): -4,39%

• Caixa Seguridade (CXSE3): -4,19%

• PetroRecôncavo (RECV3): -2,11%


Confira a evolução do Ibovespa:

*Até o dia 24/07 às 10h23

• Segunda-Feira (20): -0,20%

• Terça-Feira (21): -0,03%

• Quarta-Feira (22): +2,44%

• Quinta-Feira (23): -0,46%

• Sexta-Feira (24): -0,86%

• Na semana*: +0,86%

• Em julho*: +1,85%

• No 3°tri./26*: +1,85%

• Em 12 meses*: +30,93%

• Em 2026*: +8,74%

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