Ibovespa abre em alta com escalada de tensões no Oriente Médio
O Ibovespa abre nesta terça-feira (07) em alta de 0,52%, aos 173.347 pontos, com o conflito no Oriente Médio voltando a esquentar: houve disparos contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, e um navio carregado de gás pegou fogo depois de ser atingido. Os Estados Unidos responsabiliza o Irã pelo episódio, o que ajudou o petróleo a subir e esfriou a chance de um novo encontro entre os dois países, segundo o chanceler iraniano, isso só deve ocorrer depois do velório do aiatolá Ali Khamenei, na quinta-feira, e apenas se as ameaças americanas cessarem. Do lado da tecnologia, o lucro bilionário da Samsung não evitou uma onda de vendas na Ásia, enquanto em Washington começa o segundo dia de audiência sobre práticas comerciais do Brasil, com Tesla, eBay e Coca-Cola entre as empresas contrárias à tarifa de 25% cogitada pelo governo americano.
No radar corporativo, a Vale (VALE3) confirmou a saída de Daniel Stieler da presidência e do conselho de administração, cargo que ocupava desde 2023 a assembleia de 22 de julho, antes destinada a votar sua destituição, passa agora a escolher o novo presidente do colegiado; no pregão, os papéis têm variação negativa de 0,91%. A Petrobras (PETR4) embolsou outros R$ 2,7 bilhões do programa de subvenção ao diesel, levando o total já recebido pela estatal a R$ 4,7 bilhões, com as ações registrando alta de 1,64%. Já o Nubank (ROXO34) teve a Nu Pagamentos autorizada pelo Banco Central a operar no mercado de câmbio, no mesmo dia em que a Moody’s manteve a nota Ba1, com isso registra alta de 2,09%.
Do lado das fusões e aquisições, a Enel nega estar negociando a venda de ativos brasileiros, entre eles a distribuidora de São Paulo, ameaçada de perder a concessão por caducidade, para a Equatorial (EQTL3) e sua parceira Iberdrola, espanhola que já controla a Neoenergia no país; segundo a elétrica italiana, o plano é renovar o contrato paulista, não vendê-lo. No pregão, a ação da Equatorial oscila positivamente 0,13%. No mesmo ritmo, o Santander Brasil (SANB11) foi ao mercado e estruturou uma captação de R$ 1,386 bilhão por meio de letras financeiras subordinadas de longo prazo. Com vencimento de dez anos e gatilho de recompra a partir de 2031, a operação serve como um colchão estratégico para encorpar o patrimônio de referência (capital Nível II) da instituição, sustentando o ritmo de crédito para os próximos anos e no pregão registra alta de 0,19%.
Por volta das 10h44, as listas das maiores altas e baixas eram dominadas por:
Altas
• Azzas (AZZA3): +5,04%
• SLC Agrícola (SLCE3): +3,52%
• Energisa (ENGI11): +2,95%
Baixas
• Usiminas (USIM5): -2,64%
• Marfrig (MBRF3): -2,38%
• MRV (MRVE3): -1,70%
Confira a evolução do Ibovespa:
*Até o dia 07/07 às 10h44
• Segunda-Feira (06): -0,93%
• Terça-Feira (07): +0,52%
• Na semana*: -0,42%
• Em julho*: +0,77%
• No 3°tri./26*: +0,77%
• Em 12 meses*: +24,27%
• Em 2026*: +7,59%
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