Fluxo estrangeiro e petróleo impulsionam novo recorde do Ibovespa

Fonte: Shutterstock/BEST-BACKGROUNDS

O Ibovespa encerrou a sexta-feira (23) em alta de 1,86%, aos 178.859 pontos, em mais um pregão histórico. Pelo quarto dia consecutivo, o principal índice da B3 renovou máximas e chegou a superar, de forma inédita no intraday, o patamar dos 180 mil pontos. O movimento reflete um ambiente de forte apetite por risco no mercado brasileiro, sustentado principalmente pela entrada consistente de capital estrangeiro, em meio a uma rotação global de portfólios em direção aos mercados emergentes.

Segundo especialistas, fatores externos têm sido decisivos para esse fluxo. A escalada das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo, favorecendo moedas e bolsas de países exportadores de commodities. Nesse contexto, o Brasil se destaca pela elevada liquidez do mercado acionário e pelo peso relevante de empresas ligadas a recursos naturais na composição do índice. Estimativas indicam que os investidores estrangeiros já aportaram cerca de R$ 12 bilhões na bolsa brasileira apenas em janeiro, valor próximo de metade de todo o fluxo registrado ao longo de 2025.

A valorização das commodities voltou a sustentar as ações de Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4). O minério de ferro avançou no mercado chinês, enquanto o petróleo registrou forte alta no mercado internacional. As ações da Petrobras subiram 4,35%, marcando a maior alta intradiária desde agosto de 2024. O movimento se espalhou por outras petroleiras listadas na B3, como Prio (PRIO3), PetroRecôncavo (RECV3) e Brava Energia (BRAV3), que avançaram 4,91%, 2,21% e 1,64%, respectivamente. O setor também foi impulsionado por revisões de recomendação de grandes bancos, com destaque para a Prio, que teve sua classificação elevada para compra pelo Goldman Sachs, diante da expectativa de aceleração do crescimento da produção a partir de 2026 e maior visibilidade para dividendos.

No campo político e institucional, os temas domésticos tiveram impacto limitado sobre o humor dos investidores. As investigações envolvendo o Banco Master e o Rioprevidência não alteraram a percepção de risco no curto prazo. Já no noticiário corporativo, a Braskem (BRKM5) voltou ao centro das atenções com o avanço do acordo que estabelece um modelo de co-controle entre Petrobras e IG4. A expectativa de fortalecimento da governança, com a possível indicação de Magda Chambriard para a presidência do conselho, impulsionou os papéis da companhia, que lideraram as altas do Ibovespa no pregão, com valorização de 10,66%, apesar do histórico de elevado endividamento e dos passivos ambientais ainda no radar do mercado.


As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:


Altas

• Braskem (BRKM5): +10,66%

• CSN (CSNA3): +6,29%

• Prio (PRIO3): +4,91%

• Magalu (MGLU3): +4,58%

• Petrobras (PETR4): +4,35%


Baixas

• Vivara (VIVA3): -5,06%

• Pão de Açúcar (PCAR3): -2,31%

• Caixa Seguridade (CXSE3): -1,90%

• Axia (AXIA6): -1,12%

• IRB (IRBR3): -0,90%


Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (23/01):

• Segunda-Feira (19): +0,03%

• Terça-Feira (20): +0,87%

• Quarta-Feira (21): +3,33%

• Quinta-Feira (22): +2,20%

• Sexta-Feira (23): +1,86%

• Na semana: +8,53%

• Em janeiro: +11,01%

• No 1°tri./26: +11,01%

• Em 12 meses: +46,03%

• Em 2026: +11,01%


EUA

Os principais índices de Nova York encerraram o dia sem direção única:

• Dow Jones: -0,58%

• Nasdaq: +0,28%

• S&P 500: +0,03%


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