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Klabin (KLBN11) prevê alavancagem controlada e quer distribuir até 25% do Ebitda

Klabin (KLBN11) prevê alavancagem controlada e quer distribuir até 25% do Ebitda

Klabin (KLBN11). Foto: Divulgação

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No terceiro trimestre deste ano, a Klabin (KLBN11) teve um forte desempenho operacional, sustentado por todas as frentes de negócio. O lucro líquido do período foi de R$ 1,09 bilhão, revertendo o prejuízo de 12 meses antes. O resultado aquece os motores para 2022, que será de “crescimento contínuo”, segundo a empresa.

No dia do investidor, realizado na manhã desta quarta-feira (8), os diretores da empresa disseram que o Capex da empresa ficará na ordem de R$ 4,7 bilhões em 2022, sendo que 58%, ou R$ 2,75 bilhões, são ligados ao Projeto Puma II, o maior investimento da história da Klabin.

Mesmo assim, o maior pesadelo dos investidores da Klabin, que é a alavancagem financeira, em função do massivo endividamento voltado para investimentos, já passou de seu pior momento. 

O CFO da companhia, Marcos Paulo Conde Ivo, informou que a relação entre a dívida líquida e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) não deve ficar muito diferente do atual, de aproximadamente três vezes. 

O indicador chegou a estar acima de cinco vezes durante o investimento no Projeto Puma I, conforme mostra o gráfico abaixo.

Fonte: TradeMap/Klabin
Fonte: TradeMap/Klabin

A política da empresa mostra que o alvo de endividamento dentro dos ciclos de investimento, como o Puma, é de 3,5 vezes a 4,5 vezes, ao passo que o alvo para momentos fora de ciclos de investimento é de 2,5 vezes a 3,5 vezes. 

Com isso, a Klabin visa manter a distribuição de dividendos robusta como nos últimos anos. 

O CEO Cristiano Cardoso Teixeira comentou que o pagamento aos acionistas, entre dividendos e juros sobre capital próprio (JCP), em 2022 ficará entre 15% e 25% do Ebitda ajustado. Nos últimos anos, a distribuição efetiva ficou no centro desta faixa, em 20%. 

Crescimento contínuo é o lema da Klabin

De acordo com os diretores que participaram do investor day, o crescimento é o lema da Klabin e continuará no mesmo ritmo da última década. 

Entre setembro de 2011 e setembro de 2021, o Ebitda ajustado — métrica que a empresa mais gosta de utilizar pois mostra uma mensuração aproximada da geração de caixa — cresceu a uma taxa composta anual (CAGR, na sigla em inglês) de 19%, saindo de R$ 939 milhões para R$ 6,31 bilhões no acumulado dos 12 meses anteriores. 

Fonte: TradeMap
Fonte: TradeMap

A melhora dos números da empresa ao longo dos anos é acompanhada pela maior rentabilidade do negócio.

O Retorno sobre Capital Investido (ROIC) médio do período entre 2010 e 2015 foi de 9%, ao passo que pulou para 14% entre 2016 e 2021, sendo que no terceiro trimestre deste ano foi de 20%. 

Um dos destaques do evento foi o negócio de embalagens, no qual o market share da Klabin no Brasil pulou de 16% para 24% nos últimos cinco anos, impulsionado pelo crescimento inorgânico. 

O segmento, que cresce consistentemente acima do Produto Interno Bruto (PIB) do País, deve continuar surfando um bom momento, com tendências positivas como o avanço do e-commerce e retomada da demanda global, além de experimentar novos mercados e produtos. 

“A empresa tem oportunidades de crescimento muito claras; os resultados são estáveis, diminuindo o beta da ação; melhoramos e colocamos o ROIC num nível adequado e os investimentos dos últimos anos asseguram que o indicador ficará da mesma forma nos últimos anos”, comentou o CFO, citando os atributos da Klabin para a criação de valor. 

 “A Klabin, sem dúvida nenhuma, é uma referência sobre a estabilidade no Brasil.”

Comprem, dizem os analistas

De acordo com as informações compiladas pelo Refinitv, apresentadas na plataforma do TradeMap, as recomendações são tomadas pelo otimismo do mercado.

Das 14 recomendações listadas, 13 são de compra e apenas uma de manutenção. A mediana dos preços-alvo indica que a ação vale R$ 33, um upside de 30% sobre a cotação atual. 

refinitivFonte: TradeMap
Fonte: TradeMap

Hoje, o mercado precifica que os papéis da Klabin negociem em função do preço da celulose a US$ 440 por tonelada, próximo de sua mínima histórica.

O mercado da commodity foi pressionado pelas ações do governo chinês para conter a inflação no país neste ano, reduzindo a liquidez. Agora, uma das razões pelas quais a empresa enxerga um viés altista da cotação da tonelada é o ano novo chinês, em fevereiro de 2022.

Por mais que as recomendações dos analistas pareçam estar descoladas da realidade em diversos casos, a Klabin mostra que as avenidas de crescimento podem se concretizar e recompensar os investidores. 

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