A Gerdau (GGBR4) pretende reduzir o volume de gases causadores do efeito estufa emitidos pela companhia para menos da metade do nível observado na indústria mundial de aço.
Em 2020, a empresa gerou 930 quilos de dióxido de carbono (CO2) por tonelada de aço produzida. A expectativa da Gerdau é que até 2031 este valor diminua para 830 quilos. Este volume de emissões considera tanto os gases lançados diretamente pela Gerdau na atmosfera – chamados de emissão de escopo 1 – quanto indiretamente – as emissões de escopo 2, referentes, por exemplo, aos gases produzidos na geração de energia elétrica usada pela companhia.
Emissões elevadas seriam risco ao negócio
A emissão de grandes volumes de carbono na atmosfera é vista pela Gerdau como um risco para o negócio.
No formulário de referência, a siderúrgica diz que as operações nos países onde atua – entre eles os Estados Unidos – podem ser afetadas no futuro por iniciativas públicas para conter as mudanças climáticas, e que um dos possíveis efeitos desse crescente conjunto de exigências legais poderia ser um aumento no custo da energia – por exemplo, via sobretaxas cobradas pelo uso de combustíveis fósseis.
“Consequentemente, a condição financeira e os resultados operacionais da companhia podem ser adversamente afetados”, disse a Gerdau.
A empresa afirma que nos EUA a futura regulamentação sobre as emissões de carbono, tanto em nível estadual quanto federal, pode ter impacto significativo nas operações, em particular porque está surgindo de forma desarticulada.
Por volta das 17h10 (de Brasília), a ação da Gerdau subia 3,77%, a R$ 28,89. A maior parte dos analistas consultados pela Redinitiv recomendam a compra das ações da siderúrgica.