Gerdau (GGBR4) quer reduzir emissão de gases do efeito estufa para menos da metade da média da indústria siderúrgica mundial

Expectativa da empresa é reduzir em 11% o volume de emissões até 2031 em relação ao total observado em 2020

A Gerdau (GGBR4) pretende reduzir o volume de gases causadores do efeito estufa emitidos pela companhia para menos da metade do nível observado na indústria mundial de aço.

Em 2020, a empresa gerou 930 quilos de dióxido de carbono (CO2) por tonelada de aço produzida. A expectativa da Gerdau é que até 2031 este valor diminua para 830 quilos. Este volume de emissões considera tanto os gases lançados diretamente pela Gerdau na atmosfera – chamados de emissão de escopo 1 – quanto indiretamente – as emissões de escopo 2, referentes, por exemplo, aos gases produzidos na geração de energia elétrica usada pela companhia.

“Com esta redução nos posicionamos em novo patamar, onde a indústria siderúrgica global precisaria reduzir cerca de 50% de suas emissões atuais para alcançá-lo”, disse a Gerdau num comunicado.
O cumprimento desta meta será apoiado em quatro iniciativas, segundo a Gerdau: aumento da eficiência energética e operacional, expansão da base florestal (usada para a produção de carvão vegetal) e de energias renováveis, investimento em novas tecnologias e ampliação do uso de sucata para a produção de aço. Hoje, 73% do aço produzido pela companhia é produzido a partir de sucata ferrosa.
Até 2050, a Gerdau pretende atingir a neutralidade nas emissões de carbono – ou seja, compensar inteiramente o volume de gases causadores do efeito estufa lançados pela companhia no meio ambiente.
“Para isso, são necessárias tecnologias disruptivas na produção do aço, que ainda não são economicamente e operacionalmente viáveis em escala industrial. Para contribuir com esse cenário, seguimos estudando e colaborando com diversos parceiros e entidades do setor na busca de soluções de baixo carbono”, afirmou.

Emissões elevadas seriam risco ao negócio

A emissão de grandes volumes de carbono na atmosfera é vista pela Gerdau como um risco para o negócio.

No formulário de referência, a siderúrgica diz que as operações nos países onde atua – entre eles os Estados Unidos – podem ser afetadas no futuro por iniciativas públicas para conter as mudanças climáticas, e que um dos possíveis efeitos desse crescente conjunto de exigências legais poderia ser um aumento no custo da energia – por exemplo, via sobretaxas cobradas pelo uso de combustíveis fósseis.

“Consequentemente, a condição financeira e os resultados operacionais da companhia podem ser adversamente afetados”, disse a Gerdau.

A empresa afirma que nos EUA a futura regulamentação sobre as emissões de carbono, tanto em nível estadual quanto federal, pode ter impacto significativo nas operações, em particular porque está surgindo de forma desarticulada.

Por volta das 17h10 (de Brasília), a ação da Gerdau subia 3,77%, a R$ 28,89. A maior parte dos analistas consultados pela Redinitiv recomendam a compra das ações da siderúrgica.

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