Aqui está, saindo quentinha do forno, mais uma edição da TradeLetter, a mais divertida newsletter de notícias do mercado financeiro.
Nesta edição, vamos olhar em retrospecto para tudo que de mais interessante aconteceu na última semana. Bora lá?
E os troféus de maiores altas e maiores baixas do ano vão para…

🥇 EMBR3 = +66,73%
🥈 BRFS3 = +34,90%
🥉 CIEL3 = +25,60%

👎 CVCB3 = -52,15%
👎👎 COGN3 = -49,06%
👎👎👎 YDUQ3 = -46,70%
Principais índices

IBOV = -10,82%
IDIV = -7,01%
IFIX = +0,04%
Dow Jones = +2,39%
S&P-500 = +13,87%
Nasdaq = +17,84%
Dólar Ptax = +10,78%
*Dados do ano até o fechamento de 14/06/2024.
Agora, sem mais delongas, vamos ao que interessa!

Mó clima de fim de festa…

Infelizmente, hoje terei de fazer o papel de arauto das más notícias…
Começando pelo IBOV, o índice obliterou todo e qualquer otimismo reminiscente do glorioso fim de 2023. Os analistas que projetaram uma ascensão meteórica para o índice em 2024 foram todos embora da festa ou ficaram para o after party mais triste que eu já vi na vida.
As incertezas sobre o início do corte de juros nos Estados Unidos e o risco fiscal no ambiente doméstico foram os principais fatores que enterraram todas as expectativas em torno da bolsa brasileira no primeiro semestre.
Fechando a primeira metade do mês cotado a 122.098 pontos e uma desvalorização 9,01%, agora os patamares de 160 mil a 170 mil pontos apontados no início do ano não fazem mais nenhum sentido. O mercado começa a ventilar a ideia do índice fechando o ano entre a faixa dos 150 mil a 135 mil pontos, e olhe lá…


Seguindo com as notícias ruins

Não bastava a bolsa desapontar: a macroeconomia tem que ir junto pra ferrar com tudo junto.
A bola da vez são os juros. Com piora do fiscal, tudo indica que a Selic deva ficar em 10,5% até o fim de 2025. Sim, 2025.
Tudo estava indo tão bem, cara… Até um mês atrás falava-se no Boletim Focus em uma taxa Selic fazendo um pouso brando para 9,75% no fim de 2024. E, pra 2025, sonhávamos com uma Selic em 9% ao ano, coisa que não vemos desde a pandemia da COVID-19.
Esse novo cenário começou com a mudança da meta fiscal para 2025 e 2026. E se agravou diante da dificuldade que o governo vem enfrentando para obter as receitas necessárias ao cumprimento da meta deste ano.
Com isso, o mercado entende que a tendência da dívida pública é piorar, já que essa situação acarreta numa consolidação mais lenta do fiscal. O resultado é que o investidor, tanto de casa, quanto de fora, exige um prêmio maior, quando vê uma incerteza no horizonte. Aí já viu, né?
Nesta semana, vários setores do mercado sofreram. O dólar, por exemplo, chegou a superar a casa dos R$ 5,40, enquanto o Ibovespa caiu para abaixo da linha dos 120 mil pontos. Mesmo os fundos imobiliários têm sofrido muito com esse cenário, grande parte deles conhecidos por sua correlação negativa com o mercado de renda fixa. Os juros futuros, por outro lado, dispararam, e já indicam a aposta do mercado em uma alta da Selic no ano que vem.
Não bastasse isso tudo, esse ambiente têm contribuído para a piora das expectativas em relação à inflação e do câmbio. Antes em R$ 5,00, as expectativas para o dólar no fim do ano já pularam R$ 5,05; e a inflação, antes em 3,76%, saltou para 3,90%.
Tudo isso deve fazer com que o Copom interrompa o corte de juros na reunião da semana que vem. E, desta vez, a decisão deve ser unânime — nem o nosso herói, Campos Neto, poderá nos salvar.

*INTERROMPEMOS A SUA PROGRAMAÇÃO…*

Se você acompanha nossas comunicações e redes sociais, deve estar sabendo que nesta semana aqui no TradeMap nós estamos comemorando o aniversário de 4 anos das Assinaturas TradeMap.
Não poderíamos estar mais felizes em comemorar essa jornada de sucesso e aprendizado juntos!
Durante esse período, nossa equipe trabalhou incansavelmente para aprimorar a sua experiência, para trazer cada vez mais novidades e tornar o app cada vez mais preciso no tratamento dos dados da sua carteira e que você consome.
E, para celebrar esse momento, preparamos um presente especial para você: 45% de desconto no Plano Explorer!

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*VOLTANDO COM A SUA PROGRAMAÇÃO NORMAL…*
Falando em juros…

Jerome Powell e cia. optaram por manter a Fed Funds Rate, taxa básica de juros americana, inalterada nesta quarta-feira (12). Atualmente a taxa se encontra no intervalo de 5,25-5,50%.
Sobre aquela história de previsão de cortes para 2024, de três cortes, a expectativa primeiro caiu pra dois, e agora, TALVEZ tenhamos um.
Essa redução na perspectiva de cortes na taxa, ocorre a despeito de o Fed reconhecer, em sua nova declaração de política monetária, um “progresso modesto” em direção à sua meta de inflação de 2%. O CPI, inclusive, surpreendeu, cravando 0,00% no resultado de maio.
Apesar de tudo, as autoridades do Fed agora projetam uma inflação ligeiramente maior no final do ano, de 2,6%, em comparação com os 2,4% previstos em março.
De toda forma, embora os cortes nos juros provavelmente comecem a acontecer mais tarde, e a passos lentos, a taxa de juros americana é vista caindo rapidamente no próximo ano, com reduções que somariam 1 ponto percentual em 2025 e o mesmo valor em 2026.
Resta-nos agora guardar os confetes, as línguas-de-sogra e os chapéus de festa porque entrou água na nossa comemoração…

E pra variar, a inflação…

Embora a inflação americana tenha surpreendido positivamente, o IPCA, nosso índice oficial da inflação, subiu mais intensamente que o esperado no mês de maio.
A expectativa para o mês era de uma inflação na casa dos 0,42%, mas o índice resolveu surpreender, vindo na casa dos 0,46%.
A justificava decorre da triste tragédia ocorrida no Rio Grande do Sul, responsável por elevar o preço dos alimentos e serviços.
A capital gaúcha tem peso de 8% no índice de preços e, por conta das inundações que abalaram o estado no final de abril e em maio, segundo o IBGE, a coleta da pesquisa não foi suspensa na região. Logo, esses dados exerceram grande influência na medição de maio.
Com a leitura de maio, a inflação acumulada nos últimos 12 meses saltou de 3,69% para 3,93%. Vale lembrar que o centro da meta para a inflação, medida pelo IPCA, este ano é de 3,0%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.
Pix por aproximação

Pra finalizar, e dar uma amenizada no clima tenso que foi essa edição da TradeLetter, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse nesta terça-feira (11) que está trabalhando com Google Pay e Apple Pay para que seja possível fazer pagamentos com Pix por aproximação, usando o telefone celular.
Segundo Campos Neto, uma das razões que levam as pessoas a usarem o cartão de crédito no lugar do Pix é a facilidade da ferramenta de aproximação. Assim, a fim de fomentar o uso do Pix, Campos Neto entendeu que talvez o caminho seja seguir esses mesmos passos. Se não pode com eles, junte-se a eles, não é mesmo?
Na mesma fala, ele também defendeu o diálogo entre países para que se avance em uma integração global de sistemas de pagamento instantâneo.
Acho que gostei da ideia! E você?
Hora de dar tchau!

Por hoje é só, galerinha.
Hoje o clima foi tenso. Sobrou nem espaço pra uma piadoca…
Vejo você na próxima sexta!
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