Descubra quais ações ganharam do CDI em diferentes períodos

Ações brasileiras superam CDI, poupança e IPCA em diferentes períodos, impulsionadas por valorização setorial e recuperação econômica. Confira os destaques!

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Ações brasileiras superam CDI, poupança e IPCA em diferentes horizontes de tempo

Enquanto muitos investidores buscam segurança em aplicações indexadas ao CDI ou poupança, algumas ações listadas nos índices IBRX e Small Cap têm entregado retornos que superam as principais referências de rentabilidade e inflação no Brasil. Ações que ganharam do CDI se destacam neste levantamento, que compara a performance desses papéis com o CDI, o IPCA e a poupança.

Ao analisar os últimos 12 meses, alguns papéis demonstraram não apenas resiliência em meio a um ambiente de alta volatilidade, mas também um desempenho robusto impulsionado por fatores como valorização setorial e recuperação econômica. Destaque nesse período, a Syn (SYNE3) liderou o ranking com alta de 177,75%, em seguida a Embraer (EMBR3) registrou uma valorização impressionante de 168,09%.

Destaques considerando 12 meses

A análise de 12 meses evidencia que empresas exportadoras se destacaram. Por exemplo, Embraer (EMBR3), Marfrig (MRFG3) e JBS (JBSS3) apresentaram valorizações de 168,09%, 83,47% e 56,41%, respectivamente, muito acima do CDI, que acumulou 11,09%, do IPCA, que ficou em 5,12% e da poupança, que acumulou 7,25%.

Essas empresas se destacaram por possuírem parte de suas receitas atreladas ao dólar, o que as protege da desvalorização do real. Nos 12 meses até 13 de fevereiro, o dólar acumulou uma valorização de 16,23% frente ao real. Além disso, essas companhias se beneficiaram de uma demanda robusta por seus produtos.

 

 

A força no longo prazo

Quando analisamos horizontes mais longos, como 2 e 5 anos, o cenário não muda muito, e algumas empresas apresentam um histórico consistente que supera com folga os indicadores de referência.

Entre as ações que se destacaram no período de 5 anos, prevaleceram as do setor de petróleo e gás. Petrobras (PETR3 e PETR4) apresentou retornos robustos, com as ações ordinárias (PETR3) acumulando 279,04% e as preferenciais (PETR4) avançando 305,64%, enquanto a Prio (PRIO3) registrou uma valorização expressiva de 334,25%, no topo do ranking.

Esses desempenhos superam substancialmente não apenas o CDI, que acumulou 52,56%, o IPCA, com 34,89%, e a poupança, que rendeu apenas 32,24% no mesmo período, mas também os principais índices de referência da Bolsa. Enquanto o Ibovespa avançou 6,61% em cinco anos e o IBRX registrou alta de 8,24%, o índice Small Cap apresentou um desempenho negativo, com queda de 35,66%, evidenciando as dificuldades enfrentadas pelas empresas de menor capitalização no mercado.

 

 

Empresas que venceram os benchmarks em todos os períodos

Além dos destaques pontuais em diferentes horizontes de tempo, algumas empresas conseguiram superar consistentemente os principais índices de referência, como IPCA, CDI e poupança, em todos os períodos analisados (12 meses, 2 anos e 5 anos).

A tabela a seguir apresenta as 16 ações dos índices IBRX e Small Cap que superaram o CDI, destacando ações que ganharam do CDI de forma consistente e evidenciando o papel dessas companhias resilientes, que, mesmo em cenários de incerteza, entregaram resultados sólidos ao longo do tempo.

 

 

Impacto do cenário macroeconômico

O desempenho dessas ações e índices reflete, em parte, o cenário macroeconômico e o ambiente doméstico. Com a taxa Selic atualmente em 13,25% ao ano, a renda fixa se mantém atrativa, especialmente em tempos de alta inflação e incertezas no mercado. Ainda assim, setores como petróleo e gás, além de exportadoras, têm se destacado, aproveitando fatores externos como alta do dólar e recuperação de commodities no mercado internacional.

É importante lembrar que rentabilidades passadas não garantem resultados futuros. O cenário atual ainda reserva desafios para a economia brasileira, com juros elevados, uma recuperação econômica gradual e incertezas no cenário global.

Os dados mostram que, embora a renda fixa continue atraente em momentos de juros altos, há oportunidades interessantes na renda variável, especialmente para quem busca retornos superiores no longo prazo e está disposto a assumir maior risco.

 

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