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Por Luiz Henrique Pedro

Colunista de ações da Agência TradeMap

Educador financeiro e sócio fundador de três startups. Publica conteúdo sobre finanças em seu Instagram.

Como se tornar um investidor inteligente

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Provavelmente você já deve ter visto, nas redes sociais, alguém falando sobre como aprender a investir e, mais que isso, como ficar rico investindo muito, muito pouco. Pode parecer um passe de mágica: um pequeno recurso financeiro se multiplica inúmeras vezes e gera um grande retorno em um curto prazo. Mas não é só clicar no “Saiba mais” para saber caminhar na trilha dos investimentos. Aprender a lidar com aqueles gráficos estranhos vermelhos e verdes, por exemplo, exige paciência e conhecimento. Neste artigo, você pode aprender não só como ser um investidor, mas ser um investidor inteligente.

Do começo

Para se tornar um investidor não é necessário ser um gênio da matemática, muito menos rico. Tudo o que você precisa é ter disciplina, e além disso, ser inteligente inicialmente para não cair em chamadas de redes sociais, acabar perdendo dinheiro e sair por aí falando que “esse negócio de investimento é furada”.

Mas antes de entrar nessa jornada é bom compreender que só o fato de investir não o torna um investidor. Não estou filosofando, é a mais pura verdade, sem enrolação. Explico: existem dois tipos de pessoas nos investimentos — os especuladores e os investidores.

Especuladores

No mercado, existem aqueles que sempre ficam à procura de uma “dica quente”, do melhor investimento do mundo, no qual esperam conseguir um retorno de 1% ao dia e se tornarem ricos rapidamente. Essas são as pessoas que vão facilmente cair em golpes que prometem o improvável no mundo dos investimentos.

Com ofertas de rentabilidades muito elevadas e segurança para o seu dinheiro, as pirâmides sempre iludem os gananciosos especuladores. Dificilmente, eles vão desfrutar de uma jornada longa no mercado e quase nunca se tornarão investidores.

Investidores

Investidores são os que entram neste universo com a mente alinhada ao que de fato é investir, com foco em escolher empresas sólidas, com potencial para gerar a chamada renda passiva no longo prazo.

Pode parecer papo de coach, mas a única diferença ente investidores e especuladores é a maneira de pensar, o mindset, palavra que você já deve estar cansado de ouvir. O que temos em mente é como iremos nos portar diante dos nossos investimentos. Esses são fatores que vão determinar se seremos de fato investidores.

Tipos de investidores

Entendida a diferença entre especular e investir, chegou a hora de descobrir que existe mais de um tipo de investidor. Segundo Benjamin Graham, o maior consultor de investimentos do século XX, podemos identificar dois tipos principais de investidores.

O passivo

Um deles é o passivo. Esse investidor não dispõe de muito tempo para se dedicar às análises de empresas ou traçar estratégias mais aprofundadas. Por isso, ao investir, busca evitar perdas ao máximo ou cometer qualquer tipo de erro grave.

Isso não quer dizer que esse investidor faça tudo errado. Ele apenas limita as opções de investimento do seu dinheiro. É provável que não obtenha uma rentabilidade muito grande com essa estratégia, mas seu capital estará menos exposto a eventuais perdas.

O empreendedor

Ao contrário do passivo, o investidor empreendedor tem tempo e interesse de estudar bem a fundo todos os seus investimentos. As empresas nas quais quer investir são analisadas detalhadamente a fim de encontrar a melhor oportunidade possível.

A tendência é que esse investidor, apesar de estar exposto a mais risco, também tenha grande probabilidade de ganhos mais elevados no longo prazo.

Leia mais: Do mil ao milhão: a trajetória de todo investidor

A inteligência do investidor

Após entender as características que diferenciam os dois principais tipos de investidores, está na hora de aprender como ser um investidor inteligente. Você pode conseguir uma performance boa em seus investimentos ao se atentar a três pontos.

Primeiro ponto

Nunca se deixe levar somente pelas cotações que aparecem no home broker. O investidor inteligente deve tomar decisões com base no que está acontecendo na empresa, e não em seu home broker.

Segundo ponto

É possível que você tenha uma pequena parte especulativa em sua carteira de investimentos. O que não vai torná-lo um especulador é a capacidade de controlar a especulação, de forma que ocupe uma pequena porcentagem das suas escolhas totais. Essa parte você pode deixar, geralmente, para empresas de pequeno porte que, ao analisá-las, tenha visto um potencial.

Terceiro ponto

Este talvez seja o ponto mais importante para que seus esforços e sua disciplina não sejam em vão. Você deve observar a relação entre a rentabilidade de seus investimentos e a inflação, a chamada rentabilidade real – na qual se desconta a inflação do retorno.

Já que a inflação é a perda do valor do dinheiro ao longo do tempo, se você mantiver uma rentabilidade abaixo dela, seus investimentos, apesar de renderem, vão dar prejuízo.

Todos os ensinamentos contidos neste artigo foram baseados no livro conhecido como a bíblia dos investimentos, escrito por Benjamin Graham: “O investidor Inteligente”. O autor foi o mentor de Warren Buffett, um dos maiores investidores da atualidade. Fica aqui a maior indicação de investimento que você poderia receber: o conhecimento.

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