Na sexta-feira (24), a Alliar (AALR3) informou que a Superintendência de Registro de Valores Mobiliários (SRE), da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), negou o registro para a oferta pública de aquisições de ações (OPA) da companhia.
A decisão foi tomada após o fundo Fonte de Saúde, controlador da empresa, não apresentar os documentos necessários dentro do prazo estabelecido em decisão do colegiado da CVM, que seria 13 de fevereiro.
A CVM, no entanto, ressaltou que, por lei, o fundo ainda é obrigado a realizar a OPA. Após a decisão, a Alliar comunicou que irá tratar com o fundo para saber quais serão os próximos passos.
O que achamos?
O adiamento do OPA atrasa o pagamento dos investidores que ainda estão em posse das ações.
Isto porque desde abril de 2022, após Tanure adquirir o controle da companhia, foi assumido o compromisso de recompra da maioria das ações para fechamento de capital, sendo que o investidor deveria receber o mesmo que o antigo grupo controlador recebeu, de R$ 20,71 por ação.
A decisão de fechamento de capital de uma companhia pode ser motivada por diferentes razões, no entanto, afeta diretamente os investidores de uma empresa, uma vez que o grupo controlador deve comprar a maioria das ações disponíveis no mercado.
De acordo com Nelson Tanure, a estratégia é de realizar a expansão da empresa e consolidação da marca, com o objetivo de transformar a companhia em um dos maiores players do país.
Como mercado deve reagir?
A Alliar fechou o pregão de sexta-feira (27) no preço de R$ 22,29, 7,6% acima do valor pago por Tanure na aquisição do controle da companhia.
Diante disso, é possível que os papéis reajam negativamente, com uma leve queda. Embora a OPA tenha sido adiada, ainda é obrigatória e os acionistas devem receber os valores combinados entre as partes.