Mercado externo inicia setembro no campo positivo; por aqui, a nova tarifa da conta de luz e a divulgação do PIB devem chamar atenção do investidor

No Brasil, o cenário político doméstico continua rodeando os investidores de preocupação, com as questões dos precatórios e o quanto isso impactará no cumprimento do teto de gastos

Foto: Getty Images

Os mercados globais iniciam o mês de setembro próximos de suas máximas, apostando na recuperação econômica e no combate às novas variantes da Covid-19.

As bolsas europeias e os futuros americanos seguem no positivo, enquanto as bolsas asiáticas fecharam de forma mista.

Os índices mais recentes dos gerentes de compras asiáticos sinalizaram uma contração no setor manufatureiro. O PMI industrial chinês diminuiu de 50,3 em julho para 49,2 em agosto, ficando abaixo da marca de 50, que indica contração da atividade e atingindo o menor nível em um ano e meio.

A zona do euro e a Alemanha também divulgaram seus dados de atividades, que vieram praticamente em linha com o esperado. O PMI industrial da zona do euro caiu de 62,8 em julho para 61,4 em agosto, atingindo o menor patamar em seis meses, de acordo com pesquisa final divulgada pela IHS Markit.

Na Alemanha, o PMI industrial ficou em 62,6 em agosto ante os 65,9 em julho. Apesar das quedas, os resultados estão acima da marca de 50, mostrando que a atividade continuou se expandindo no último mês.

Do lado das commodities, o petróleo tem leve alta, aguardando os dados de estoques de petróleo nos Estados Unidos, que serão divulgados hoje, além da reunião da Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados). Enquanto isso, o minério de ferro acabou derretendo, com a China ainda tentando regular o preço da commodity.

No Brasil, o cenário político doméstico continua rodeando os investidores de preocupação, com as questões dos precatórios e o quanto isso impactará no cumprimento do teto de gastos.

Outro fator de atenção é o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2022, que foi enviado no último dia de agosto pelo governo ao Congresso.

A crise hídrica é outro problema que vem assolando os brasileiros, tanto por conta do racionamento de água e falta de energia quanto também pelos sucessivos aumentos na conta de luz, o que irá refletir na alta da inflação, principalmente após o anúncio da nova bandeira tarifária. Isso se deve porque o sistema energético do Brasil é formado em parte por hidrelétricas, necessitando, portanto, de barragens de água.

Ontem o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, fez um pronunciamento em rede nacional apelando por um “esforço de redução de consumo” de energia elétrica. Em sua fala, o ministro alerta que o país enfrenta a pior crise hídrica em 91 anos.

No primeiro dia de setembro, os investidores devem acompanhar a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB), que sairá às 9h (horário de Brasília). Após um resultado acima do esperado no primeiro trimestre, as projeções para o PIB é que o indicador venha mais modesto para o período de abril a junho deste ano. A agenda interna ainda reserva o PMI industrial.

Enquanto isso, na agenda econômica externa, teremos os dados de emprego no setor privado dos Estados Unidos, além dos estoques de petróleo e do PMI industrial.

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