Mesmo sentindo os efeitos negativos causados pela pandemia, a Smart Fit, que ensaia uma recuperação, protocolou na última terça-feira (18) um novo pedido à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para fazer sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).
“A oferta foi aprovada em assembleia geral extraordinária da companhia, conjuntamente com a submissão do pedido de migração de segmento de listagem da empresa na B3, do Bovespa Mais Nível 2 para o Novo Mercado”.
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O processo, que é espero pelo mercado desde 2018, ainda não possui um número definido de ações ofertadas. Contudo, em nota, a maior rede de academias do Brasil informou que os movimentos recentes e últimos balanços podem dar uma ideia do que está por vir.
No final de 2020, a companhia recebeu um aporte de R$ 680 milhões. Já no começo deste ano, a Smart Fit tinha um caixa com mais de R$ 1 bilhão. Com isso, ela comprou a rede Just Fit, com 27 unidades em São Paulo.
Quanto aos resultados, a empresa apresentou um prejuízo líquido de R$ 144,7 milhões durante os três primeiros meses de 2021 frente a um resultado negativo de R$ 88,7 milhões no mesmo intervalo de 2020. Por outro lado, antes dos efeitos mais sérios da pandemia, no 1º trimestre de 2019, a Smart Fit havia lucrado R$ 16,9 milhões.
Em relação ao resultado operacional da rede, medido pelo Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, em português), houve uma evolução considerável.
No 2º trimestre de 2020, o indicador havia ficado negativo em R$ 126 milhões, enquanto que, no último trimestre do ano passado, a empresa reverteu a situação e encerrou o período com um Ebitda ajustado de R$ 8 milhões. Já no 1º trimestre de 2021, o resultado da Smart Fit chegou a R$ 21 milhões.
E não para por aí, de acordo com a companhia. Mesmo com o fechamento das academias de ginástica por conta das medidas de isolamento social, a Smart Fit afirma que o número de unidades aumentou, tanto no Brasil quanto na América Latina. Em um ano, a quantidade passou de 860 para 929.
A Smart Fit não é única na fila para estrear na bolsa brasileira, a B3. Recentemente, a Multilaser, a CSN Cimentos e a Companhia Brasileira de Alumínios (CBA), do Grupo Votorantim, também protocolaram seus pedidos à CVM.
Foto: Smart Fit/Divulgação