Ibovespa recua no último pregão de junho em meio às incertezas no Oriente Médio

Fonte: Shutterstock/KanawatTH

O Ibovespa encerrou o pregão desta terça-feira (30) em queda de 0,68%, aos 172.024 pontos, em uma sessão que marcou o encerramento do mês de junho e do segundo trimestre de 2026. No acumulado de junho, o índice recuou 1,01%, enquanto, no segundo trimestre, registrou queda de 8,24%.

No cenário internacional, os investidores acompanharam novos desdobramentos envolvendo o Oriente Médio. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou que não há negociações diretas previstas com os Estados Unidos, aumentando as incertezas sobre a evolução do conflito na região. 

No plano doméstico, o principal destaque foi a divulgação do Índice de Preços ao Produtor (IPP), que recuou 0,30% em maio na comparação mensal. O resultado foi influenciado, principalmente, pela queda dos preços no setor de alimentos, além dos recuos nas indústrias extrativas e no refino de petróleo. Apesar da retração no mês, o índice acumulou alta de 4,80% no ano e de 1,99% em 12 meses.

No cenário microeconômico, os papéis do setor bancário encerraram o pregão em queda. O Banco do Brasil (BBAS3) liderou as perdas do segmento, com recuo de 1,73%. Também fecharam no campo negativo as ações do Itaú Unibanco (ITUB4), que recuaram 0,54%, Bradesco (BBDC4), com queda de 0,39%, e Santander (SANB11), que perdeu 0,07%.

No setor de petróleo, as ações acompanharam a queda da commodity no mercado internacional. Os papéis da Petrobras encerraram o dia em baixa, com as ações ordinárias (PETR3) recuando 1,25% e as preferenciais (PETR4) caindo 0,89%. A Prio (PRIO3) perdeu 1,88% e a PetroReconcavo (RECV3) recuou 0,80%.

Entre as maiores altas do Ibovespa, destaque para Embraer (EMBR3), que avançou 2,08%, após anunciar que o jato Praetor 500E recebeu certificação simultânea da Anac, da FAA e da EASA, ampliando seu potencial de comercialização no mercado internacional. Também figuraram entre os destaques positivos Natura (NATU3), com valorização de 5,18%, Engie Brasil (EGIE3), que ganhou 1,90%, Marfrig (MRFG3), com alta de 1,86%, Marcopolo (POMO4), que subiu 1,53%, e Usiminas (USIM5), com avanço de 1,44%.

Na ponta negativa, Braskem (BRKM5) liderou as perdas do índice, com recuo de 3,78%, após o JPMorgan rebaixar a recomendação para as ações da companhia e reduzir seu preço-alvo. A petroquímica também foi pressionada pelo rebaixamento de sua classificação de risco por agências de rating. Na sequência apareceram Assaí (ASAI3), que caiu 2,89%, e Azzas (AZZA3), com baixa de 2,72%. Também registraram desempenho negativo C&A (CEAB3), que perdeu 2,45% e Vamos (VAMO3) que recuou 2,34%.

 

As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:

 

Altas

• Natura (NATU3): +5,18%

• Embraer (EMBJ3): +2,08%

• Engie (EGIE3): +1,90%

• Marfrig (MBRF3): +1,86%

• Marcopolo (POMO4): +1,53%


Baixas

• Braskem (BRKM5): -3,78%

• Assaí (ASAI3): -2,89%

• Azzas (AZZA3): -2,72%

• C&A Modas (CEAB3): -2,45%

• Vamos (VAMO3): -2,43%


Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (30/06):

• Segunda-Feira (29): -0,05%

• Terça-Feira (30): -1,19%

• Na semana: -0,73%

• Em junho: -1,01%

• No 2°tri./26: -8,24%

• Em 12 meses: +23,89%

• Em 2026: +6,76%


EUA

Os principais índices de Nova York encerraram o dia em alta:

• Dow Jones: +0,26%

• Nasdaq: +1,52%

• S&P 500: +0,79%

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