Ibovespa cai pelo quarto pregão seguido em sessão marcada por incertezas no cenário externo

Fonte: Shutterstock/Bigc Studio

O Ibovespa encerrou o pregão desta sexta-feira (29) com recuo de 0,73%, aos 173.787 pontos, acumulando a quarta queda consecutiva. O desempenho do principal índice da bolsa brasileira refletiu o aumento da aversão ao risco no mercado doméstico, em meio às incertezas envolvendo o cenário geopolítico internacional e à repercussão dos dados do PIB brasileiro. 

No cenário internacional, as atenções permaneceram voltadas para as negociações entre Estados Unidos e Irã em busca de um possível acordo no Oriente Médio. Apesar das sinalizações de avanço nas tratativas, o mercado acompanhou declarações desencontradas entre representantes dos dois países, mantendo o ambiente de incerteza sobre os próximos desdobramentos da crise na região. Além disso, investidores repercutiram a decisão dos Estados Unidos de classificarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, fator que elevou a percepção de risco envolvendo o Brasil.

No cenário doméstico, o mercado reagiu à divulgação do PIB brasileiro do primeiro trimestre de 2026, que registrou avanço de 1,1% em relação ao trimestre anterior. O resultado reforçou a percepção de resiliência da atividade econômica, embora também tenha ampliado as apostas de que o Banco Central poderá manter uma postura monetária mais restritiva por um período prolongado.

No cenário microeconômico, as blue chips ligadas às commodities e ao setor financeiro exerceram pressão negativa sobre o índice. As ações da Petrobras acompanharam a queda dos preços internacionais do petróleo, com perdas de 1,70% para as ordinárias (PETR3) e de 1,20% para as preferenciais (PETR4). Já os papéis da Vale (VALE3) recuaram 1,36%.

O setor financeiro apresentou desempenho misto ao longo da sessão. As ações do Banco do Brasil (BBAS3) caíram 1,50%, enquanto Bradesco (BBDC4) recuou 1,12% e Santander (SANB11) registrou baixa de 0,22%. Na contramão, Itaú Unibanco (ITUB4) encerrou próximo da estabilidade, com leve valorização de 0,10%.

Entre as maiores altas do Ibovespa, os papéis da Totvs (TOTS3) avançaram 4,16%, seguidos pelas ações da Usiminas (USIM5), que subiram 4,04%, sustentadas pelas expectativas envolvendo medidas antidumping e reajustes no setor siderúrgico. Também figuraram entre os destaques positivos Eneva (ENEV3), com alta de 2,52%, e BB Seguridade (BBSE3), que avançou 2,37%.

Na ponta negativa, os papéis da Minerva (BEEF3) lideraram as perdas do índice, com recuo de 7,05%, pressionados pelas repercussões sobre especulações envolvendo um possível fechamento de capital da companhia. As ações da Braskem (BRKM5) caíram 6,02%, enquanto Magazine Luiza (MGLU3) recuou 5,83%, refletindo o ambiente de maior cautela no mercado doméstico.

As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:


Altas

• Totvs (TOTS3): +4,16%

• Usiminas (USIM5): +4,04%

• Eneva (ENEV3): +2,52%

• Engie (EGIE3): +2,41%

• BB Seguridade (BBSE3): +2,37%


Baixas

• Minerva (BEEF3): -7,05%

• Braskem (BRKM5): -6,02%

• Magalu (MGLU3): -5,83%

• Gerdau Metalúrgica (GOAU4): -4,11%

• Vamos (VAMO3): -4,08%


Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (29/05):

• Segunda-Feira (25): +0,91%

• Terça-Feira (26): -0,69%

• Quarta-Feira (27): -0,48%

• Quinta-Feira (28): -0,39%

• Sexta-Feira (29): -0,73%

• Na semana: -1,37%

• Em maio: -7,22%

• No 2°tri./26: -7,29%

• Em 12 meses: +25,45%

• Em 2026: +7,86%


EUA

Os principais índices de Nova York encerraram o dia em alta:

• Dow Jones: +0,72%

• Nasdaq: +0,20%

• S&P 500: +0,22%

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