Ibovespa recua, interrompe sequência de altas e fecha a semana no negativo em meio às incertezas no cenário internacional

Fonte: Shutterstock/Bigc Studio

O Ibovespa encerrou o pregão desta sexta-feira (22) com recuo de 0,81%, aos 176.210 pontos. O desempenho do principal índice da bolsa brasileira refletiu o clima de cautela global, com investidores monitorando de perto os desdobramentos diplomáticos no Oriente Médio e declarações de dirigentes do Federal Reserve, que sinalizaram uma postura mais rígida em relação à trajetória dos juros nos Estados Unidos. Com o resultado, o índice interrompeu a sequência positiva dos últimos dois pregões e acumulou uma desvalorização de 0,61% no balanço semanal.

No cenário geopolítico, as atenções estiveram voltadas para as negociações de paz entre Estados Unidos e Irã, intermediadas pelo Paquistão, visando a reabertura do Estreito de Ormuz. Paralelamente, no ambiente norte-americano, os comentários do diretor do Fed, Christopher Waller, sugerindo a retirada do “viés de flexibilização” do comunicado oficial, alimentaram as projeções de que o banco central possa elevar os juros em 2026, pressionando as taxas de juros futuros globalmente

No cenário microeconômico, as ações da Petrobras operaram em terreno negativo, com os papéis ordinários (PETR3) e preferenciais (PETR4) registrando perdas de 0,30% e 1,05%, respectivamente. A Vale (VALE3) caminhou na contramão do índice e registrou alta de 0,57%, após o JPMorgan elevar o preço-alvo para os ativos da mineradora. No setor financeiro, o Itaú Unibanco (ITUB4) apresentou recuo de 1,72%, o Bradesco (BBDC4) caiu 1,56% e o Santander (SANB11) recuou 1,78%, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) registrou alta de 0,58%.

Entre as maiores variações negativas do índice, o destaque ficou com a Minerva (BEEF3), que recuou 6,20%, seguida pelas quedas da Marfrig (MBRF3), com perda de 4,04%, da Cyrela (CYRE3), que cedeu 3,93%, e da Vamos (VAMO3), com baixa de 3,56%. Na ponta positiva do Ibovespa, as siderúrgicas lideraram os ganhos do pregão. A CSN (CSNA3) avançou 6,15%, enquanto a Usiminas (USIM5) registrou alta de 5,61%, repercutindo os dados divulgados pelo Instituto Aço Brasil. O bloco das maiores altas foi completado pela Azzas 2154 (AZZA3), com avanço de 3,86%, e pela Cosan (CSMG3), que encerrou o dia com valorização de 2,25%.

As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:


Altas

• CSN (CSNA3): +6,15%

• Usiminas (USIM5): +5,61%

• Azzas (AZZA3): +3,86%

• Copasa (CSMG3): +2,25%

• Gerdau (GGBR4): +2,17%


Baixas

• Minerva (BEEF3): -6,20%

• Marfrig (MBRF3): -4,04%

• Cyrela (CYRE3): -3,93%

• Vamos (VAMO3): -3,56%

• Motiva (MOTV3): -3,33%


Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (22/05):

• Segunda-Feira (18): -0,17%

• Terça-Feira (19): -1,52%

• Quarta-Feira (20): +1,77%

• Quinta-Feira (21): +0,17%

• Sexta-Feira (22): -0,81%

• Na semana: -0,61%

• Em maio: -5,93%

• No 2°tri./26: -6,00%

• Em 12 meses: +28,37%

• Em 2026: +9,36%


EUA

Os principais índices de Nova York encerraram o dia em alta:

• Dow Jones: +0,58%

• Nasdaq: +0,19%

• S&P 500: +0,37%


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