Ibovespa sobe em meio à tensão no Oriente Médio e alta do petróleo sustenta o mercado

Fonte: Shutterstock/Golden Dayz

O Ibovespa encerrou a quarta-feira (11) em leve alta de 0,28%, aos 183.969 pontos, em um pregão marcado por forte volatilidade e mudanças de direção ao longo do dia. O desempenho refletiu principalmente o ambiente externo mais incerto, diante da escalada das tensões no Oriente Médio, da alta do petróleo e das renovadas preocupações com inflação global e juros nas principais economias.

O avanço dos preços da energia voltou a pressionar os ativos de risco. As dificuldades para reabrir o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, impulsionaram as cotações internacionais. O Brent fechou próximo de US$ 93 por barril, mesmo após uma tentativa de alívio provocada pela liberação recorde de reservas estratégicas anunciada pelo G7 e pela Agência Internacional de Energia. O movimento perdeu força rapidamente diante do agravamento geopolítico e de ameaças do Irã sobre novas restrições à oferta global.

Nesse cenário, as petroleiras sustentaram o índice. A Petrobras (PETR3) liderou as altas, avançando 4,89%, maior ganho desde novembro de 2022, acompanhando a disparada da commodity. Já a Prio (PRIO3) subiu 0,76%, mesmo após reportar prejuízo no quarto trimestre de 2025, com analistas destacando o potencial de maior captura da alta do petróleo por não possuir hedge relevante.

Na agenda macroeconômica, o CPI dos Estados Unidos avançou 0,3% em fevereiro, mantendo a inflação anual em 2,4%, dentro do esperado, mas ainda sem refletir totalmente o impacto recente do petróleo, o que mantém incertezas sobre cortes de juros pelo Federal Reserve. No Brasil, as vendas no varejo cresceram 0,4% em janeiro, reforçando a resiliência do consumo e o debate sobre o ritmo de flexibilização da Selic.

Entre os destaques corporativos, a Raízen (RAIZ4) pediu recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 65 bilhões em dívidas, elevando a aversão ao risco no mercado de crédito privado. As ações encerraram o dia em queda de 5,77%, refletindo as incertezas sobre a reestruturação financeira. A Cury (CURY3) avançou 4,13% após resultados acima das expectativas, enquanto a Allos (ALOS3) recuou 2,14% mesmo com melhora operacional.


As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:


Altas

• Petrobras (PETR3): +4,89%

• Petrobras (PETR4): +4,36%

• Cury (CURY3): +4,13%

• Lojas Renner (LREN3): +3,02%

• Braskem (BRKM5): +2,38%


Baixas

• Raízen (RAIZ4): -5,77%

• Marfrig (MBRF3): -4,24%

• Cosan (CSAN3): -2,29%

• Allos (ALOS3): -2,14%

• Auren (AURE3): -2,06%


Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (11/03):

• Segunda-Feira (09): +0,86%

• Terça-Feira (10): +1,40%

• Quarta-Feira (11): +0,28%

• Na semana: +2,57%

• Em março: -2,55%

• No 1°tri./26: +14,18%

• Em 12 meses: +48,95%

• Em 2026: +14,18%


EUA

Os principais índices de Nova York encerraram o dia sem direção única:

• Dow Jones: -0,61%

• Nasdaq: +0,08%

• S&P 500: -0,08%


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