Ibovespa recua com escalada da guerra e petróleo em alta

Fonte: Shutterstock/Bigc Studio

O Ibovespa encerrou a sexta-feira (6) em queda de 0,61%, aos 179.365 pontos, pressionado pelo aumento da aversão ao risco global diante da escalada do conflito no Oriente Médio. A intensificação da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã elevou as preocupações com o abastecimento global de energia, especialmente após impactos no tráfego do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

O cenário provocou forte alta do petróleo. O Brent subiu cerca de 8,61%, para próximo de US$ 92 por barril, enquanto o WTI avançou mais de 12%, também acima de US$ 90. Com isso, ações do setor de óleo e gás subiram, como Brava Energia (BRAV3) +4,61% e PRIO (PRIO3) +4,27%.

A Petrobras também avançou após divulgar resultados do quarto trimestre de 2025, com lucro líquido de R$ 15,56 bilhões. As ações PETR3 subiram 4,12% e PETR4 avançou 3,61%, mas não foram suficientes para sustentar o índice.

Entre as quedas, Vale (VALE3) recuou 2,99%, acompanhando a fraqueza do minério de ferro. Já Embraer (EMBR3) teve forte baixa após a divulgação do balanço, com queda de 8,05%, na maior desvalorização desde 4 de maio de 2023 (-9,71%).

Analistas tiveram avaliações divergentes sobre o resultado da companhia. O Citi destacou que o Ebit ficou 4% abaixo do esperado e que o lucro líquido decepcionou, somando cerca de US$ 83 milhões, pressionado por maiores despesas financeiras e investimentos em P&D.

Para 2026, a Embraer projeta entregar 80 a 85 aeronaves comerciais e 160 a 170 jatos executivos (155 em 2025), com receita entre US$ 8,2 bilhões e US$ 8,5 bilhões e margem Ebit ajustada entre 8,7% e 9,3%.

No exterior, o relatório de emprego dos EUA (payroll) também chamou atenção ao mostrar eliminação de 92 mil vagas em fevereiro, com a taxa de desemprego subindo para 4,4%, sinalizando desaceleração do mercado de trabalho. Apesar disso, a alta do petróleo e o risco inflacionário ligado ao conflito reduziram as apostas de cortes rápidos de juros pelo Federal Reserve.

No Brasil, a produção industrial cresceu 1,8% em janeiro, segundo o IBGE, indicando atividade mais resiliente. Ainda assim, o cenário externo e a pressão inflacionária das commodities aumentam a cautela do mercado sobre o ritmo de cortes da Selic, com parte dos analistas passando a projetar redução menor, de 0,25 ponto, na próxima reunião do Copom.


As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:


Altas

• Brava Energia (BRAV3): +4,61%

• Prio (PRIO3): +4,27%

• Petrobras (PETR3): +4,12%

• Petrobras (PETR4): +3,61%

• Vibra (VBBR3): +2,31%


Baixas

• Embraer (EMBJ3): -8,05%

• Vamos (VAMO3): -7,24%

• Raízen (RAIZ4): -6,78%

• CSN (CSNA3): -4,26%

• Marcopolo (POMO4): -3,50%


Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (06/03):

• Segunda-Feira (02): +0,28%

• Terça-Feira (03): -3,28%

• Quarta-Feira (04): +1,24%

• Quinta-Feira (05): -2,64%

• Sexta-Feira (06): -0,61%

• Na semana: -4,99%

• Em março: -4,99%

• No 1°tri./26: +11,32%

• Em 12 meses: +45,40%

• Em 2026: +11,32%


EUA

Os principais índices de Nova York encerraram o dia em queda:

• Dow Jones: -0,95%

• Nasdaq: -1,59%

• S&P 500: -1,33%


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