Ibovespa fecha estável, pressionado por Vale (VALE3) e siderúrgicas

Fonte: Shutterstock/Vintage Tone

O Ibovespa encerrou a segunda-feira (19) praticamente estável, com leve alta de 0,03%, aos 164.849 pontos, em um pregão marcado por cautela e baixa liquidez, influenciado pelo feriado nos Estados Unidos e por um ambiente externo mais adverso. O desempenho do índice foi limitado principalmente pela queda das ações da Vale e do setor de siderurgia, que reagiram ao forte recuo dos preços do minério de ferro na China. Os contratos mais negociados da commodity caíram quase 3% em Dalian, refletindo preocupações com o aumento da oferta global, especialmente após o início das exportações do projeto Simandou, na Guiné, além da elevação dos estoques nos portos chineses, o que reforçou os temores de excesso de produto no mercado. Nesse contexto, a Vale (VALE3) recuou 0,39%, a CSN (CSNA3) caiu 3,15%, a Usiminas (USIM5) cedeu 0,93% e a Gerdau (GGBR4) fechou em leve baixa de 0,14%.

No exterior, o sentimento de aversão ao risco ganhou força após novas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas comerciais à Europa em meio à disputa envolvendo a Groenlândia, pressionando as bolsas internacionais e estimulando a busca por ativos defensivos. No Brasil, esse ambiente afetou ações mais sensíveis ao cenário macroeconômico, como Cosan (CSAN3) e Raízen (RAIZ4), que figuraram entre as maiores quedas do dia, apesar do anúncio da Cosan sobre o resgate antecipado de debêntures e bonds para reduzir o endividamento e fortalecer sua estrutura de capital, movimento que ainda não foi suficiente para dissipar as preocupações com o nível de alavancagem do grupo.

Na ponta positiva, as ações do IRB (IRBR3) se destacaram entre as maiores altas do Ibovespa, avançando 3,59% após o Citi elevar o preço-alvo do papel e reiterar recomendação de compra. O banco ressaltou a melhora gradual dos resultados, a expectativa de crescimento dos lucros em 2025 e 2026 e a possibilidade de retomada do pagamento de dividendos já no primeiro trimestre, reforçando o apelo da resseguradora como tese de recuperação.

O setor imobiliário também apresentou desempenho relevante, com a Direcional (DIRR3) avançando 2,67%, em meio à avaliação de analistas de que a forte correção recente não reflete os fundamentos da companhia. A expectativa de um ciclo de queda da Selic em 2026 e a maior exposição ao programa Minha Casa, Minha Vida seguem como fatores estruturais de suporte às incorporadoras voltadas à baixa renda.

No segmento de petróleo e gás, a Prio (PRIO3) subiu 1,72%, apoiada por avaliações positivas do BTG, que aponta a companhia como principal escolha do setor, destacando a forte execução operacional, a geração de caixa e o avanço de projetos relevantes, como o campo de Wahoo. Ainda assim, o banco avalia que o petróleo deve permanecer na faixa entre US$ 60 e US$ 70 o barril, o que tende a limitar movimentos mais expressivos de alta da commodity.

Entre os destaques corporativos, a Cogna (COGN3) concluiu seu programa de recompra de ações, movimento visto como positivo para a estrutura de capital, embora os papéis tenham recuado 1,91% no pregão, refletindo a seletividade dos investidores em um ambiente de maior cautela.


As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:


Altas

• Hapvida (HAPV3): +3,85%

• IRB (IRBR3): +3,59%

• Cury (CURY3): +2,94%

• Direcional (DIRR3): +2,67%

• Prio (PRIO3): +1,72%


Baixas

• Natura (NATU3): -3,41%

• CSN (CSNA3): -3,15%

• Raízen (RAIZ4): -2,44%

• Vamos (VAMO3): -2,22%

• RaiaDrogasil (RADL3): -1,99%


Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (19/01):

• Segunda-Feira (19): +0,03%

• Na semana: +0,03%

• Em janeiro: +2,31%

• No 1°tri./26: +2,31%

• Em 12 meses: +34,74%

• Em 2026: +2,31%


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