Maiores altas e baixas do Ibovespa da semana

Fonte: Shutterstock/casa.da.photo

A semana de 12 a 16 de janeiro foi marcada por divulgações econômicas relevantes que influenciaram o desempenho do mercado acionário. Nos Estados Unidos, a inflação ao consumidor avançou 0,3% em dezembro, levando o índice cheio (CPI) a 2,7% em 12 meses, nível estável em relação a novembro e em linha com as expectativas do mercado. 

No cenário doméstico, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou alta de 0,70% em novembro na série dessazonalizada, segundo o BC, superando a projeção de avanço de 0,30%. No acumulado do trimestre, o indicador cresceu 0,20%. Divulgado mensalmente, o IBC-Br é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). 

Confira, a seguir, as ações que registraram as maiores altas e quedas ao longo da semana. 

Altas 


Vamos (VAMO3) liderou os ganhos da semana, com valorização de 9,09%, após a divulgação da prévia operacional do quarto trimestre de 2025. A companhia reportou receita líquida de R$ 1,48 bilhão no período, alta de 24,3% na comparação anual. No acumulado de 2025, o faturamento somou R$ 5,756 bilhões, crescimento de 22,5% frente a 2024. A empresa do grupo Simpar também informou expansão da margem Ebitda no segmento de locação tanto em relação ao trimestre anterior quanto ao mesmo período do ano passado. 

Petrobras (PETR3; PETR4) avançou 6,52% e 5,74%, respectivamente, impulsionada pelos dados de produção de 2025. A estatal informou que a produção de petróleo alcançou 2,40 milhões de barris por dia, alta de 11% em relação ao ano anterior. O resultado superou em 0,5 ponto percentual o limite superior da meta estabelecida no Plano de Negócios 2025–2029. Segundo a companhia, a produção de óleo, a produção comercial e a produção total superaram recordes anuais históricos ao longo de mais de 70 anos de atuação. 

Assaí (ASAI3) registrou alta de 5,82% na semana. A Sendas Distribuidora informou que encerrou 2025 com índice de alavancagem de aproximadamente 2,56 vezes, abaixo do guidance de 2,60 vezes divulgado anteriormente. A companhia também protocolou pedido junto à Securities and Exchange Commission (SEC) para cancelar seu registro nos Estados Unidos, movimento já previsto e aprovado pelo conselho em dezembro de 2024, com a deslistagem das ADS da NYSE. Além disso, a BlackRock elevou sua participação no Assaí e ultrapassou 5% do capital votante, conforme comunicado ao mercado.  

Vale (VALE3) começou 2026 em evidência ao combinar forte desempenho das ações, que subiram 5,57% na semana, com a solidez financeira demonstrada pelo pagamento de juros, amortizações e correção monetária aos debenturistas da 8ª emissão, reforçando o compromisso da companhia com investidores de renda fixa. Sustentada por avanços operacionais, redução de custos e progresso na agenda de segurança, a mineradora se beneficia da demanda chinesa por minério de ferro, além da diversificação em metais ligados à transição energética, como níquel e cobre. A forte geração de caixa garante dividendos atrativos e mantém a ação negociada a múltiplos historicamente baixos, mesmo após a recente valorização..


Baixas
 

 

Hapvida (HAPV3) recuou 14,82% na semana após mudanças na alta administração. A companhia confirmou que Alain Benvenuti, que havia deixado o cargo de COO três semanas antes, assumirá a vice-presidência comercial. Em dezembro, a empresa anunciou Luccas Adib como novo CEO e a saída de Benvenuti da vice-presidência de operações, função agora ocupada por Cidéria Costa. 

Vivara (VIVA3) caiu 13,02% no período, pressionada pelo desempenho fraco do setor de varejo e pelo ambiente mais desafiador para ações de consumo. O papel figurou entre as maiores quedas do Ibovespa em pregões recentes, refletindo ainda a cautela dos investidores quanto à execução da estratégia e às perspectivas de resultados, além de avaliações mais conservadoras de analistas e mudanças na gestão. 

C&A (CEAB3) teve desvalorização de 11,86% na semana após sinalizar a analistas que as vendas nas mesmas lojas se aproximaram de zero no quarto trimestre de 2025, abaixo da expectativa de crescimento entre 4% e 5%. No terceiro trimestre, o indicador havia registrado alta anual de 8,1%, após expansão de 18,9% um ano antes. No segmento de mercadorias, a variação desacelerou de 16,1% para 4,8%. 

Smart Fit (SMFT3) recuou 10,65% na semana depois de o presidente da companhia, Edgard Corona, adotar tom mais cauteloso em reunião com analistas. Segundo relatos, o executivo destacou o aumento da concorrência, com avanço de redes menores, e o risco de compressão de margens em 2026, o que elevou a aversão dos investidores ao papel no curto prazo. 

A semana teve desempenho misto na Bolsa, com altas sustentadas por resultados operacionais e quedas concentradas no varejo. Vamos, Petrobras, Assaí e B3 avançaram após divulgação de números positivos, redução de alavancagem e aumento de volumes negociados. Em sentido oposto, Hapvida caiu com mudanças na gestão, enquanto Vivara, C&A e Smart Fit recuaram diante de um cenário mais desafiador para o consumo, sinalizações de desaceleração nas vendas e cautela da administração sobre margens e concorrência. 

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