O mercado financeiro em novembro foi marcado por fortes contrastes entre os principais investimentos. Enquanto as criptomoedas dominaram os ganhos, ativos ligados à Bolsa brasileira registraram quedas relevantes.
No topo do ranking de novembro, a criptomoeda Ethereum se destacou com uma valorização mensal de 52,17%, acumulando 97,82% de alta em 2024. Logo em seguida, o Bitcoin teve um desempenho expressivo, com alta de 41,96% no mês e impressionantes 177,57% no ano. A vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos impulsionou o mercado de criptomoedas. Trump apresentou propostas favoráveis ao setor, como o lançamento da World Liberty Financial, uma plataforma de negociação de criptos, e prometeu transformar os EUA na “capital criptográfica do mundo”.
Além das criptomoedas, o BDRX, índice que reflete os recibos de ações de empresas estrangeiras negociados na B3, subiu 8,32% no mês e acumulou 63,02% no ano, espelhando as valorizações das ações americanas. Os índices norte-americanos também registraram avanços, com o Dow Jones subindo 7,54% e o Nasdaq Composite com alta de 6,21%, refletindo um otimismo no mercado externo.
Por outro lado, o mercado doméstico enfrentou um cenário desafiador, refletido tanto no desempenho da Bolsa brasileira quanto nos indicadores que acompanham ações brasileiras no exterior. O MSCI Brasil, que monitora ativos nacionais listados fora do país, registrou a maior queda, com retração de -8,36% em novembro e -28,40% no acumulado do ano. Já o Ibovespa, principal índice do mercado local, recuou -3,12% no mês e acumula perdas de -6,35% em 2024. Outros índices atrelados à Bolsa brasileira, como o Small Cap, também apresentaram desempenho negativo, com queda de -4,48% em novembro e desvalorização de -18,66% no ano.
Essas quedas foram influenciadas pelo pacote fiscal anunciado pelo governo brasileiro, que gerou incertezas nos mercados. A proposta de economizar R$ 70 bilhões em dois anos foi vista com ceticismo, especialmente devido à falta de clareza sobre como medidas como a isenção do Imposto de Renda para rendas de até R$ 5.000 serão compensadas. A alta do dólar Ptax, que subiu 4,77% no mês e atingiu R$/US$ 6,0535, também reflete o nervosismo do mercado com a sustentabilidade fiscal do país.
O desempenho de novembro reforça a polarização entre os ativos globais, com destaque para as criptomoedas, e os investimentos brasileiros, que enfrentam desafios significativos. Enquanto o mercado externo se beneficiou de maior apetite por risco e expectativas positivas, o doméstico continua pressionado por questões fiscais e econômicas.
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