A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) tornou público, nesta quarta-feira (30), que abriu um processo administrativo na segunda-feira (28) contra a Petrobras.
O órgão regulador não especifica qual é a razão da abertura do processo, mas informa que está relacionada aos instrumentos de comunicação da companhia com investidores, como fatos relevantes, comunicados a mercado e notícias.
No fim da tarde de segunda, os acionistas da estatal foram surpreendidos pela notícia de troca de comando da empresa de forma não oficial, em informação antecipada pela coluna Radar, da revista Veja.
Horas depois, já à noite, o Ministério de Minas Energia confirmou, em nota, que havia indicado um novo nome para o cargo de presidente da empresa, o economista Adriano Pires, em substituição ao general Joaquim Silva e Luna, demitido semanas depois de elevar o preço dos combustíveis, um tema sensível para o governo, em razão dos efeitos sobre a inflação em um ano de eleição presidencial.
No mesmo dia, a estatal divulgou um fato relevante informando que recebeu ofício do ministério, que indicava que o nome de Adriano Pires ainda teria de passar pela Assembleia Geral Ordinária da Petrobras, que será realizada no dia 13 de abril.
A CVM pode abrir processo administrativo pela área de supervisão de empresas ou a pedido de um investidor. Nesse caso, a abertura ocorreu por iniciativa da área de supervisão de empresas.