A gestão atual da Petrobras, comandada pelo general Joaquim Luna e Silva, tem levado a sério o plano de concentrar a sua atividade de exploração e produção em águas profundas e ultraprofundas.
Para isso, tem procurado se desfazer dos campos de exploração em terra e água rasa, com um verdadeiro catálogo de ativos que estão à venda no mercado.
Há pouco, a estatal anunciou mais um negócio fechado com sucesso. Por US$ 1,1 bilhão, a Petrobras vendeu o Polo Carmópolis, no Sergipe, que compreende um total de 11 concessões, em diferentes municípios sergipanos, além de incluir acesso à infraestrutura de processamento, escoamento, armazenamento e transporte de petróleo e gás natural.
Quem pagará a bolada será a Carmo Energy S.A. Inicialmente será dado um sinal de US$ 275 milhões, com mais US$ 550 milhões no fechamento da transação e os US$ 275 milhões restantes 12 meses depois do negócio fechado. O anúncio do início do processo de venda havia sido feito em fevereiro.
“A Petrobras segue concentrando cada vez mais os seus recursos em ativos de águas profundas e ultraprofundas, onde tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos”, afirma a empresa, no comunicado do anúncio.
Em plano estratégico divulgado em novembro, referente ao período entre 2022 e 2026, a Petrobras informou que pretende arrecadar US$ 15 bilhões e US$ 25 bilhões com a venda de ativos de segmentos que não lhe interessam mais — como os campos terrestres e de águas rasas.
Nem todas as vendas, porém, são bilionárias. Na segunda-feira, dia 20, a empresa anunciou que vendeu toda a sua participação, em uma concessão na Bacia do Paraná, por US$ 31 mil, para a Ubuntu Engenharia e Serviços.
Além disso, os recursos que a Petrobras pretende investir nos próximos cinco anos serão majoritariamente destinados aos segmentos apontados pela empresa como de maior rentabilidade. Dos US$ 68 bilhões previstos para o período, 84% vão para exploração e produção, dos quais dois terços para o pré-sal, abaixo do mar.