Ibovespa oscila entre lucro da Petrobras (PETR4), o baque do Payroll e a tensão no Golfo

Fonte: Shutterstock/Summit Art Creations

O Ibovespa iniciou esta sexta-feira (6) oscilando próximo da estabilidade, na casa dos 180.451 pontos, em um cenário onde a macroeconomia global e a geopolítica parecem colidir. O humor dos investidores foi severamente testado pela divulgação de dados do mercado de trabalho norte-americano, que vieram muito piores do que o esperado: A taxa de desemprego nos EUA subiu para 4,4% em fevereiro, enquanto o payroll registrou uma variação negativa de 92 mil vagas, frustrando a expectativa do mercado.Esse esfriamento abrupto da economia americana soma-se à tensão do sétimo dia de conflito entre EUA e Irã, que mantém o petróleo em seu maior patamar em dois anos, com a commodity acumulando alta de 25% na semana. Em resposta, o governo de Donald Trump emitiu uma isenção de 30 dias para que a Índia compre petróleo russo retido no mar, tentando conter a inflação energética sem aliviar o caixa de Moscou.

No cenário doméstico, a Petrobras (PETR4) sustenta uma alta de 2,56% após reportar um lucro líquido de R$ 15,56 bilhões no 4T25, revertendo o prejuízo do ano anterior. Embora o mercado tenha recebido bem o anúncio de R$ 8,1 bilhões em dividendos, há uma lupa sobre o capex de 2025, que ultrapassou os US$ 20 bilhões. Analistas monitoram se a aceleração da produção no pré-sal será suficiente para compensar os custos operacionais em alta e a volatilidade do Brent. Simultaneamente, o setor de logística vive momentos distintos: O Grupo Simpar (SIMH3) anunciou uma capitalização de até R$ 3,1 bilhões com apoio da BNDESPar para desalavancar sua estrutura. Apesar do movimento estratégico, as ações da VAMOS (VAMO3) recuam 7,48%, refletindo a cautela do investidor com os termos da operação e o ambiente de juros.

A resiliência corporativa também aparece no varejo e na indústria de alta tecnologia. A Lojas Renner (LREN3) viu suas ações subirem 1,36% após entregar um lucro sólido de R$ 552,6 milhões, reforçando sua eficiência operacional mesmo diante de desafios climáticos. Por outro lado, a Embraer (EMBJ3) apresenta queda de 1,97%, mesmo projetando receitas ambiciosas entre US$ 8,2 bilhões e US$ 8,5 bilhões para 2026, indicando que o mercado está precificando a queda de 20% no lucro líquido ajustado recente. No setor de saúde, o Grupo Fleury (FLRY3) opera em baixa de 2,31%, mantendo-se como um porto seguro de geração de caixa, mas sem escapar da pressão vendedora que atinge o índice de forma generalizada.

Por volta das 10h46, as listas das maiores altas e baixas eram dominadas por:

Altas

• Prio (PRIO3): +3,55%

• Brava Energia (BRAV3): +3,08%

• Petrobras (PETR3): +2,41%


Baixas

• Vamos (VAMO3): -7,48%

• B3 (B3SA3): -1,82%

• Raízen (RAIZ4): -1,70%


Confira a evolução do Ibovespa:

*Até o dia 06/03 às 10h46

• Segunda-Feira (02): +0,28%

• Terça-Feira (03): -3,28%

• Quarta-Feira (04): +1,24%

• Quinta-Feira (05): -2,64%

• Sexta-Feira (06): -0,01%

• Na semana*: -4,42%

• Em março*: -4,42%

• No 1°tri./26*: +11,99%

• Em 12 meses*: +46,28%

• Em 2026*: +11,99%

Para acompanhar mais notícias do mercado financeiro, baixe ou acesse o TradeMap.  

Compartilhe:

Mais sobre:

Leia também:

Destaques econômicos – 06 de março

Nesta sexta-feira (06) o calendário econômico traz atualizações relevantes que podem impactar os mercados. Veja os principais eventos do dia e suas possíveis consequências: 07:00UE

Mais lidas da semana

Uma newsletter quinzenal e gratuita que te atualiza em 5 minutos sobre as principais notícias do mercado financeiro.