Sinal de alerta: Brasileiros estão mais endividados e pagando juros mais altos

Inflação em alta tira poder de compra das famílias, que recorrem mais ao crédito

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Os brasileiros estão mais endividados e pagando mais caro por empréstimos e financiamentos. O processo de alta da Selic, taxa que é a referência para a economia brasileira, já se reflete nos juros cobrados nas diferentes modalidades de crédito, segundo dados apresentados hoje pelo Banco Central (BC).

A taxa média de juros de todas as operações de crédito do país chegou em setembro a 21,6% ao ano, 0,5 ponto percentual acima do registrado no mês anterior e uma elevação de 3,5 pontos em 12 meses.

Essa taxa é só uma média, que considera desde os empréstimos tomados por grandes empresas (grupo que possui acesso a melhores condições de juros) até o cheque especial utilizado por um consumidor em momentos de aperto. E é nessas linhas de emergência que as taxas costumam ser mais exorbitantes.

Na média, as pessoas físicas pagaram em setembro juros de 25,8% ao ano. Esse número indica uma alta de 0,5 ponto percentual na comparação com agosto e de 2,3 pontos em 12 meses. Também significa dizer que, ao mês, a taxa de juros ficou em 1,93%.

Cuidado com a modalidade

Como se trata também de uma taxa média, significa dizer que alguém pagou menos que os 25,8% de juros e muita gente pagou bem mais, a depender da modalidade de crédito que o consumidor utilizou.

No cheque especial, os juros estavam em setembro em 128,6% ao ano, o que equivale a 7,13% ao mês. Em agosto, era 125,1% e, 12 meses antes, 114%. Por ser uma taxa considerada cara, a recomendação de especialistas em finanças pessoais é que seja usada apenas em casos de emergência.

A situação é pior para quem não consegue quitar de uma só vez a fatura do cartão de crédito. Quando isso acontece, o valor não pago automaticamente entra no chamado rotativo. Nessa linha, os juros alcançaram em setembro 339,5% ao ano, uma alta de 3,7 pontos percentuais em um mês e de 30,1 pontos, em um ano.

O aumento dessas taxas ocorre em um momento de elevação da taxa Selic. Em setembro do ano passado, a taxa básica estava em 2% ao ano. Atualmente, está em 6,25% e novos aumentos devem ocorrer – o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC anuncia na próxima quarta-feira a nova Selic, que deve subir mais uma vez para conter o aumento de preços na economia (inflação).

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Mesmo modalidades de crédito que são consideradas mais seguras para bancos e financeiras estão em alta. É o caso do financiamento de veículos. A taxa média em setembro foi de 23,9% ao ano, aumento de 1,2 ponto percentual na comparação com agosto e de 5,3 pontos em 12 meses. Esse tipo de crédito é mais barato porque o bem financiado, o automóvel, fica em nome da financeira ou do banco até sua quitação final.

Endividamento em patamar histórico

Os juros sobem no momento em que as famílias estão mais endividadas. Dados do Banco Central mostram que o nível de endividamento em julho (dado mais recente) chegou a 59,2%. Isso significa dizer que as dívidas representam 59,2% da renda acumulada em 12 meses.

Esse percentual até registrou uma queda de 0,3 ponto percentual na comparação com junho, mas segue bem acima dos 50,2% registrados 12 meses antes. Em 2019, o endividamento não chegava a 50%.

“A inflação mais alta tem tirado muito o poder de compra e está afetando bastante o orçamento dessas famílias, que recorrem mais ao crédito. O endividamento em alta é um sinal de alerta”, diz Izis Ferreira, economista da Confederação Nacional do Comércio.

O positivo é que a inadimplência (atrasos acima de 90 dias) ainda está sob controle. Os atrasos maiores que esse prazo representavam 3% do estoque de crédito das pessoas físicas, alta de 0,1 ponto no mês e uma queda de 0,1 em relação a setembro de 2020.

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Já considerando todo o sistema financeiro, a inadimplência em setembro ficou em 2,3%, o que representa uma estabilidade em relação a agosto e uma queda na comparação com os 2,4% registrados 12 meses antes.

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