PIB da China cresce 18,3% no 1º tri e é recorde para o período

Mas em comparação com o trimestre anterior, indica uma desaceleração no crescimento da economia do país para os próximos meses.

Equipe TradeMap

Equipe TradeMap

Compartilhar no twitter
Compartilhar no facebook
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no email
Compartilhar no facebook
Compartilhar no whatsapp

A China relatou crescimento recorde nos primeiros três meses de 2021. O Produto Interno Bruto (PIB) do país aumentou 18,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. 

É a expansão mais forte desde que a China começou a manter registros, em 1992. Mas esconde um outro número também significativo, porém pelo motivo contrário. 





Em comparação com o trimestre imediatamente anterior, a evolução do PIB foi de 0,6% – um ritmo historicamente lento para o país, que sugere diminuição no ímpeto da economia em meio a recuperação do coronavírus.

No ano passado, a China foi a única grande economia do mundo que viu seu PIB crescer (+2,3%) e não retrair. Em grande parte foi graças a indústria, responsável pela fabricação de equipamentos médicos e de proteção para exportação, além de produtos eletrônicos, que compõem o home office de muitos países. 

Agora, porém, a velocidade está em queda. A evolução de 0,6% de um trimestre para o outro é a taxa mais lenta da última década, ainda que os 18,3% sejam o maior valor em 44 anos. 

Ele é comparado ao primeiro trimestre de 2020, que foi marcado pelo pior momento da primeira onda de Covid-19 no país, quando diversas cidades estavam com seus comércios bloqueados. 

Os diferentes setores 

Com a diminuição dos bloqueios provocados pela pandemia, diversos setores do país melhoraram suas atividades nos primeiros três meses deste ano. 





As vendas do varejo, por exemplo, aumentaram 34,2% em relação ao ano anterior e também cresceram na comparação com o trimestre anterior. Isso porque, depois da festividade do Ano Novo Lunar, em fevereiro, as restrições de viagens diminuíram e o comércio ficou fortalecido. 

Já a produção industrial subiu mais de 24%, o que é um bom número, porém menor do que o ritmo registrado em janeiro-fevereiro de 2020, quando foi de 35,1%.

Enquanto isso, a taxa de desemprego para trabalhadores rurais com idade entre 16 e 24 anos era de 13,6% no final de março, 0,3% acima do ano anterior quando o coronavírus já tinha assolado o país, e mais que o dobro da taxa de desemprego urbano, de 5,3%. 

“A recuperação econômica doméstica ainda não é sólida, mas de modo geral, prosseguiu no primeiro trimestre”, afirmou a porta-voz do Escritório Nacional de Estatísticas, Liu Aihua.

Economistas do JP Morgan, maior banco dos Estados Unidos, apontam um crescimento anual de 9,3% para o país em 2021. A própria China é mais modesta e prevê um aumento na casa dos 6%. Já o FMI (Fundo Monetário Internacional) estimou o PIB em 8,4% ao final de 2021, para a segunda maior economia mundial. 

Foto: Fabrizio Bensch – Reuters

Leia também:   Para o Fed, emprego nos EUA melhoram e a inflação é passageira

Compartilhe:

Compartilhar no twitter
Compartilhar no facebook
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no email
Compartilhar no facebook
Compartilhar no whatsapp