Petrobras (PETR4) aprova nova política de remuneração aos acionistas

Petrobras - Foto divulgação

A Petrobras (PETR3; PETR4) informou nesta quarta-feira (28) que seu Conselho de Administração aprovou uma nova política de remuneração aos acionistas. De acordo com o fato relevante, os dividendos estarão atrelados a critérios que permitem um equilíbrio entre pagamento com sustentabilidade financeira da companhia.

“A nova política visa estabelecer um parâmetro objetivo para o pagamento de proventos, dando aos investidores mais transparência em relação à sua remuneração, considerando o nível de endividamento da companhia e seu fluxo de caixa”, informa a companhia em nota.

A principal alteração trazida pela nova política é a definição de que, em caso de endividamento bruto inferior a US$ 60 bilhões, a companhia poderá distribuir aos seus acionistas 60% da diferença entre o fluxo de caixa operacional e os investimentos.

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Em caso de endividamento bruto superior a 60 bilhões de dólares, a estatal poderá distribuir aos seus investidores os dividendos mínimos obrigatórios previstos na lei e no seu Estatuto Social. Hoje, a dívida bruta é de US$ 101,0 bilhões.

Por fim, a Petrobras diz que a nova política está em consonância com a estratégia de redução de dívidas e busca pela maior geração de valor aos acionistas.

No início do mês, a empresa anunciou que foi aprovado a distribuição de remuneração antecipada aos investidores na forma de Juros sobre Capital Próprio (JCP), no montante de R$ 2,6 bilhões. O pagamento será realizado em 4 de outubro.

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Afinal, essa política é positiva?

De acordo com o Credit Suisse, essa mudança tem um viés positivo. “Existem duas importantes mensagens: desalavancagem é a prioridade principal e a compensação aos acionistas será mais transparente no planejamento da estatal”, afirmam dois analistas.

Em relatório divulgado a clientes, o Credit Suisse relata que o aumento da transparência nos dividendos futuros é positivo por prover uma referência de valor subjacente às ações da Petrobras. No entanto, a alteração não deverá ser aplicada no curto prazo, devido a dívida bruta da companhia.

O banco tem recomendação outperform para as ADRs (American Depositary Shares, papéis negociados em bolsas americanas) da Petrobras, com preço-alvo de R$ 21.

Não para por aí!

A Petrobras informa, ainda, que obteve decisão favorável definitiva, sem possibilidade de recurso, do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), cancelando débito da ordem de R$ 5,9 bilhões em favor da companhia referente à homologação de créditos de PIS e Cofins.

A decisão resultará na exclusão do valor dessa contingência de suas demonstrações financeiras.