BC prevê inflação de 9,22% em 12 meses até novembro, aponta relatório trimestral de inflação

Além disso, o BC disse que a probabilidade de o indicador ultrapassar a meta imposta pelo CMN para este ano é de 100%

Banco Central Marcello Casal Jr. Agencia Brasil

Foto: Banco Central/Agência Brasil

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O Banco Central divulgou na manhã desta quinta-feira, 30, o relatório de inflação do terceiro trimestre, com projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

Segundo o BC, a previsão é que a inflação chegue a 1,98% no trimestre entre setembro e novembro deste ano. Caso se concretize, o IPCA acumulará alta de 9,22% em 12 meses (até novembro).

Para setembro, a expectativa é que o IPCA registre inflação de 1,11%. Na sequência, a instituição prevê desaceleração para 0,45%, em outubro, e 0,41%, em novembro.

Já para o acumulado de 2021, o Banco Central subiu a projeção de 5,8%, no relatório de junho, para 8,5%, bem acima da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para este ano, de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Desta forma, a probabilidade de o indicador ultrapassar a meta é de 100%, ante 74% no relatório prévio.

Para 2022 e 2023, a projeção é de que o IPCA fique em 3,7% e 3,2%, respectivamente. Os valores estão dentro da tolerância da meta do CMN, de 3,50% para o ano que vem e de 3,25%, para 2023.

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Vale lembrar que o IPCA-15 (prévia do IPCA) de setembro reportou inflação de 1,14% em relação a agosto, sendo o maior resultado para o mês desde 1994.

“A pressão sobre os preços deve continuar se revelando intensa e disseminada. O choque sobre preços de bens industriais não deve se dissipar no curto prazo, como sugerem indicadores recentes de preços ao produtor e a continuidade dos gargalos nas cadeias de produção que afetam alguns segmentos”, comentou o BC, no relatório. “Ao mesmo tempo, os preços de serviços devem continuar em trajetória de normalização, em linha com a recuperação da demanda no setor. Assim, as medidas de inflação subjacente devem se manter em patamar elevado nesse horizonte”, complementou.

Além disso, é esperada alta significativa dos preços de alimentos e administrados, com destaque para a forte alta nas tarifas de energia, que decorre do acionamento da bandeira tarifária “escassez hídrica”.

Na quarta-feira passada (22), o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a Selic em 1 ponto percentual, para 6,25% ao ano. Mesmo com o cenário mais pressionado de inflação, a ata da reunião relevou que o BC acredita que o atual ajuste é a “estratégia mais apropriada para assegurar a convergência da inflação para as metas de 2022 e 2023”.

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PIB

Para 2021, o BC revisou a estimativa para o crescimento do PIB de 4,6% para 4,7%. “A revisão repercute resultado no segundo trimestre ligeiramente acima do esperado e modesta redução da projeção do crescimento no terceiro trimestre, em linha com o conjunto de indicadores coincidentes da atividade econômica conhecidos até a data de corte do RI”, destacou, no relatório.

Já para 2022, a economia brasileira deve crescer 2,1%.

“O hiato do produto em patamar menos negativo, que reduz o espaço para a recuperação cíclica, e o movimento de aperto monetário ora em curso, cujos efeitos ocorrem de maneira defasada, são fatores que contribuem para a desaceleração da taxa de crescimento”, diz o relatório.

A previsão ainda apresenta grau elevado de incerteza e está apoiada nas seguintes hipóteses: continuidade do arrefecimento da crise sanitária, diminuição gradual dos níveis de incerteza econômica ao longo do tempo, manutenção do regime fiscal e ausência de restrições diretas ao consumo de eletricidade.

O Ministério da Economia prevê que o PIB do Brasil encerre este ano com expansão de 5,3%, como aponta Boletim Macrofiscal. Para 2022, a pasta calcula avanço de 2,5%.

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