Morgan Stanley vê espaço de alta de 16,5% do Ibovespa até o fim de 2022, para 120 mil pontos

Apesar da queda do Ibovespa, Morgan Stanley acredita que o risco/retorno da bolsa brasileira ainda não está atrativo para investidores

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O banco Morgan Stanley prevê uma alta do Ibovespa para 120 mil pontos no fim de 2022, segundo relatório publicado em 21 de novembro, o que implica valorização potencial de 16,5% em relação ao fechamento de sexta-feira ( 103.035), ou cerca de 5% em dólar.

Nesse cenário, o banco destaca que, em termos setoriais, o banco tem visão positiva para ações de crescimento secular no Brasil, commodities e papéis defensivos.

O banco está com uma recomendação overweight (acima da média do mercado, equivalente à compra) para os segmentos de agronegócio, alimentos e petroquímico.

De outro lado, vê setores cíclicos ligados ao mercado domésticos como ativos a serem evitados, mantendo  recomendação underweight (abaixo da média do mercado, correspondente à venda) para empresas de tecnologia, bancos e transporte.

Entre as ações, o banco mantém preferência por empresas exportadoras como Vale (VALE3) Gerdau (GGBR4), Petrobras e Minerva Foods (BEEF3), de crescimento como a XP, e por papéis que oferecem posição mais defensiva, como Rumo (RAIL3), da concessionária de rodovias CCR (CCRO3) e da distribuidora de energia Energisa (ENGI11). Veja todas as recomendações aqui.

No curto prazo, o banco mantém postura mais cautelosa para o mercado de ações brasileiro diante dos riscos de crescimento econômico menor em 2022, impactado pela alta das taxas de inflação, juros, gastos fiscais e risco hidrológico, que devem continuar a pesar sobre o sentimento do mercado em final de 2021 e início de 2022.

Apesar da queda recente do Ibovespa, o banco avalia que ações brasileiras ainda não oferecem um risco/retorno atrativo no curto prazo, com base na análise dos lucros normalizada.

Preço das ações caiu, mas ainda não estão atrativas

Segundo o Morgan, as ações brasileiras estavam negociando a um múltiplo de preço-lucro projetado de 8,7 vezes, cerca de 1,6  desvio padrão abaixo da média histórica de 11 anos. No entanto, em bases normalizadas, a bolsa negocia com um múltiplo de 12,5 vezes, acima da média histórica.

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O indicador preço-lucro é uma métrica de retorno, ou seja, que indica quanto tempo o investidor levará para obter retorno ao comprar ações de determinada companhia. No caso do Ibovespa, o banco destaca que essa métrica hoje está acima da média histórica em base normalizada, e que, portanto, não estaria atrativo no curto prazo.

O banco espera que o risco/retorno das ações brasileiras deve começar a ficar atrativo a partir do segundo trimestre de 2022. “A pressão dos gastos fiscais deve continuar até o fim de 2021, com a potencial aprovação pelo Senado do aumento do Auxílio Brasil para R$ 400 e do Orçamento para 2022”, destaca o banco, em relatório.

O Morgan lembra que, em 2022, a legislação eleitoral torna mais difícil a aprovação do aumento de gastos em ano eleitoral.

Além disso, os partidos devem definir as candidaturas até o fim do segundo trimestre e investidores passarão a focar no crescimento para 2023. Até lá, o banco destaca que deve ter mais claridade sobre a competitividade dos candidatos a presidência e do programa macroeconômico do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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O Morgan também assinala que o período de aumento de chuvas no início do ano que vem, de dezembro a março, será primordial para avaliar se o país enfrentará ou não racionamento de energia elétrica em 2022.

Entre os principais riscos para o Brasil, o Morgan Stanley destaca a aceleração do ritmo de retirada dos estímulos e aumento da taxa de juros nos Estados Unidos, o comportamento do preço das commodities, o risco hidrológico e um ciclo de aperto monetário mais agressivo no Brasil.

Do ponto de vista de negociação, o banco destaca que a participação de investidores estrangeiros é primordial para o fim do atual bear market no Brasil.

Com a alta da taxa Selic, o movimento de migração dos investidores locais de fundos de ações e multimercados para renda fixa deve continuar nos próximos meses, avalia.

Brasil e Chile são preferência na América Latina

Em termos regionais, no mercado de ações da América Latina, o banco está como uma recomendação overweight para Brasil e Chile e underweight para México, Peru e Argentina.

“Acreditamos que as eleições presidenciais no México (no quarto trimestre), Colômbia (no segundo trimestre de 2022) e Brasil (no quarto trimestre de 2022) junto com outros fatores políticos no Peru, Argentina e México devem ser dos principais eventos domésticos que devem determinar a direção da política macroeconômica em 2022 e 2023 e que devem determinar se os mercados de ações na América Latina oferecem potencial de geração de valor  interessante ou uma armadilha para os investidores”, destacou o banco, em relatório.

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