Juros baixos? Veja os melhores setores para esse novo cenário

Nesta última quarta-feira, 18, o Banco Central, em reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), decidiu cortar a taxa básica de juros do país, a Selic, em 0,5%, para 5,5% ao ano. A decisão atingiu uma nova mínima histórica, em uma decisão alinhada com o corte de 0,25% dos juros do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.

E não para por aí! O TradeMap foi atrás de algumas das principais gestoras de investimentos do Brasil e, de maneira geral, o que se espera é que mais cortes aconteçam nas próximas reuniões. No início de julho, quando a SELIC estava 6,5%, as gestoras Kapitalo Investimentos e Legacy Capital apresentaram em suas cartas que o corte total seria de, aproximadamente, 1,5%, fazendo a SELIC ir para próxima de 5%.

Essa perspectiva se sustenta por um conjunto de fatores, dentre os quais se destacam a recente aprovação em primeiro turno da reforma da previdência, que deve ajudar a levar o país a uma trajetória fiscal mais saudável, a atividade econômica nacional, que por ora não engrenou como esperado, o cenário de inflação bastante controlado no qual nos encontramos nos dias atuais e, por fim, o fato de diversos bancos centrais em torno do globo estarem adotando juros cada vez menores, tendo como principal objetivo estimular e economia e os investimentos. Em consequência disso, as taxas do Brasil sofrem cada vez mais pressão para diminuir também.

As economias desenvolvidas estão em um ponto único na história, assim como o Brasil. Cada vez mais países estão adotando taxas de juros negativas, que passa um sinal bem estranho ao mercado. Os investidores estão aceitando e demandando receber menos do que o valor aplicado. Mas, afinal, qual a lógica disso?

Os grandes investidores externos estão passando ao mercado dois sinais importantes:

  • Eles não confiam em manter o dinheiro aplicado nos bancos
  • Há uma expectativa de deflação na economia, para que os juros negativos compensem a queda de preços

Abaixo ilustramos as taxas de juros do dia 30 de agosto de 2019 de alguns dos principais países agentes da economia global:

Fonte: World Government Bonds
Como investir com a queda geral de juros?

Mas, afinal, quais são os principais setores da bolsa de valores brasileira que mais devem se beneficiar, pelo menos no curto prazo, com toda essa mudança nos juros? A grande maioria dos especialistas vê com olhos otimistas a projeção do Ibovespa para o final do ano. Por isso, o TradeMap juntou algumas informações para te ajudar com esse cenário histórico de mínima da Selic.

Consumo

O setor de consumo também deve ser visto com melhores olhos no cenário de mínima histórica da nossa taxa básica de juros.

Aqui podemos incluir varejo, construtoras e locadoras de veículos, por exemplo. Os consumidores são encorajados a comprar e consumir quanto menor o custo de financiamento, ou seja, quanto menor a taxa de juros.

Podemos engrenar nessa linha outro setor importante, os shoppings. Aqui não estamos falando apenas do presente, uma vez que as taxas de juros menores implicam que as famílias terão dívidas menores no futuro, o que implica maior poupança e maior confiança para consumir.

Financeiro

A redução de juros é importante porque, além de muitos outros pontos e efeitos na economia, diminui a alavancagem (nível de endividamento) das empresas em geral.

Mas o que os bancos, que recebem menos dinheiro de empréstimos, ganhariam com isso? Apesar do corte de juros reduzir o custo de crédito, ele estimula (e muito!) as empresas a tomarem esse crédito.

Dessa forma, apesar de cada empresa acabar pagando menos pelo empréstimo tomado, muito mais empresas estarão encorajadas a se alavancar, ou seja, tomar dívida. Interessante, não?

Shoppings

Os shoppings centers têm em sua natureza dois fatores vitais que devem se beneficiar com os cortes dos juros: imobiliário e varejo.

O setor imobiliário, em geral, ganha uma vez que o custo de financiamento cai tanto para construtoras, quanto para os compradores e, dessa forma, as empresas do setor conseguem melhores resultados.

O lado do varejo sofre um efeito similar: os consumidores pagam menos para financiar suas compras e, dessa forma, acabam comprando com mais frequência.

Veja tudo no TradeMap

No TradeMap, por meio do menu Ações, conseguimos construir listas para cada um desses setores e, assim, podemos acompanhar as empresas, além de analisar como seus preços e ganhos estão evoluindo.

Vale ressaltar que aqui não estamos dando recomendação de setores e nem empresas, o intuito é te ajudar a entender um pouco a dinâmica de alguns setores importantes da economia em relação a quedas nos juros, certo? Até mais, marujos!

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