Investidores buscam por títulos privados como alternativa

Os juros baixos, como a Selic em 6,5%, baixam a atratividade de títulos públicos e, por isso, investidores buscam alternativas em crédito privado. Muitas empresas precisam de recursos para investir e, como captar em bancos incorre em taxas elevadas de juros, uma alternativa é pegar dinheiro no mercado emitindo títulos de dívida como Debêntures e os Certificados de Recebíveis Imobiliário e do Agronegócio (CRIs e CRAs, respectivamente), como aponta matéria do O Globo. De acordo com Berenice Righi Damke, professora de finanças do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa), o foco em rentabilidade é natural, já que o investidor tinha um ganho de dois dígitos ao aplicar em títulos públicos há poucos meses. Porém, o crédito privado tem um risco mais elevado, pois existe o risco da empresa não devolva o dinheiro na data combinada. “Uma forma de medir esse risco é ficar de olho na nota que as agências de avaliação de risco dão para as empresas”, explica. Em geral, quanto maior o rating de um papel (nota de crédito), menor será o rendimento. Títulos que têm nota AAA terão ganho um pouco acima do Tesouro Direto. Já papéis classificados em C vão render mais dinheiro, mas com muito mais risco. O investidor deve saber que o crédito privado não tem nenhuma garantia caso a companhia não tenha como pagá-lo, diferente de títulos emitidos por bancos, como Certificados de Depósito Bancário (CDBs) e Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), que contam com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como um seguro. Esses papéis têm liquidez, o que significa que é fácil vendê-los ao mercado. Existe também a possibilidade de aplicar o dinheiro em fundos de crédito privado. Dessa forma um  especialista trabalhará com o capital nasmelhores opções de investimento. [/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]
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