China não cobrará tarifas adicionais sobre soja e carne suína dos EUA

EUA e China - Reprodução

De acordo com a agência oficial de notícias da China, a Xinhua, o país asiático excluirá alguns produtos agrícolas dos Estados Unidos de tarifas adicionais. A medida representa mais um sinal de atenuação das tensões da guerra comercial com os EUA antes de uma nova rodada de negociações, prevista para o começo de outubro.

Ambos os países fizeram gestos conciliatórios. Enquanto a China isentou a tarifa de 16 produtos norte-americanos, além de importar 600 mil toneladas de soja dos EUA nesta quinta-feira, 12, o país de Donald Trump adiou o aumento de tarifas sobre alguns itens chineses, como uma decisão de “boa vontade”,  segundo o chefe de estado.

Em julho de 2018, os chineses tinham criado tarifas adicionais de 25% aos produtos agrícolas dos Estados Unidos. Em setembro deste ano, a China aumentou as taxas para soja em mais 5% e, para carne de porco, em 10%.

“A China apoia empresas relevantes que compram hoje determinadas quantidades de soja, suínos e outros produtos agrícolas de acordo com os princípios do mercado e as regras da OMC”, disse a Xinhua, além de informar que a Comissão de Tarifas Aduaneiras do Conselho de Estado da China excluiria tarifas adicionais sobre esses itens.

E como o Brasil fica nessa?

O Brasil é diretamente afetado na disputa comercial entre os EUA e China, uma vez que concorre com os norte-americanos sobre os dois produtos. No mês passado, os chineses compraram menos itens do nosso país.

A decisão da China em isentar tarifas adicionais sobre alguns produtos americanos pode ser uma jogada para não pagar mais caro de outros países. A soja e a carne suína são dois dos principais itens do agronegócio importados pelos chineses.

Em 2018, a peste suína africana dizimou uma grande quantidade de porcos, o que fez com que a China importasse mais. Por isso, mantidas as tarifas de 25% na importação dos produtos dos EUA, os preços pagos aos outros fornecedores passariam do limite.

As informações são da Reuters.

Foto: Dailymotion

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