Mercado sobe pela 15ª vez a projeção da inflação no Brasil, aponta Boletim Focus

A meta de inflação de 2021, imposta pelo Conselho Monetário Nacional, a ser perseguida pelo BC é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 p.p.

Inflação Marcelo CamargoAgência Brasil
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A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do Brasil, subiu de 6,11% para 6,31% na comparação semanal, sendo a 15ª alta consecutiva, de acordo com os dados do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, 19, pelo Banco Central.

Vale destacar que a meta de inflação de 2021, imposta pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a ser perseguida pela autarquia monetária é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Dessa forma, a meta será considerada cumprida se ficar entre 2,25% e 5,25%.

Caso a inflação brasileira fique de fato acima da meta, como apontam as estimativas, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, terá que redigir uma carta aberta explicando os motivos para o descumprimento.

Leia também:   Genial prevê PIB menor e inflação e juros maiores ao final de 2021

Por outro lado, para 2022, o relatório informa que a expectativa para o IPCA ficou no mesmo patamar da semana anterior, de 3,75%.

No próximo ano, a meta central de inflação é de 3,5%, também com o intervalo de tolerância de 1,5 p.p. para cima ou para baixo.

Enquanto isso, o mercado subiu levemente a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, de 5,26% para 5,27%. Foi o 13º avanço seguido do indicador.

O mercado acredita que a economia do país tenha um desempenho melhor até o final deste ano, conforme tem reagido nos últimos meses com a alta dos preços das commodities.

Para o ano que vem, os analistas consultados pelo BC acreditam que o PIB fique em 2,10%, alta de 0,01% em comparação à projeção anterior.

Leia também:   Governo prevê crescimento acima de 2% no PIB de 2023, mas mercado espera menos de 1%

Já em relação à taxa básica de juros, a Selic, o mercado elevou a expectativa de 6,63% para 6,75% ao ano no final de 2021. Essa é a segunda alta seguida.

Hoje, a taxa encontra-se no patamar de 4,25% ao ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) subiu a Selic em três reuniões seguidas neste ano após a taxa permanecer por quase seis anos sem sofrer aumento. O mercado entende que o objetivo da entidade é justamente conter a pressão inflacionária.

A próxima reunião do Copom está marcada para o início de agosto.

Por último, a projeção para o dólar manteve-se estável em R$ 5,05 e R$ 5,20 para 2021 e 2022, respectivamente.

Confira mais detalhes sobre o Boletim Focus aqui.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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