Caixa lucra R$ 3 bilhões no primeiro trimestre, queda de 7,5%

Caixa Econômica - Marcus Leoni Folhapress

A Caixa Econômica Federal registrou um lucro líquido recorrente de R$ 3 bilhões no primeiro trimestre de 2020, o que representa uma queda de 7,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na comparação com os últimos três meses de 2019, contudo, houve uma expansão de 21,5%.

De acordo com o banco, a redução do lucro foi influenciada, principalmente, pela queda de 13,9% na margem financeira, compensada pelas reduções de 1,3% com despesa pessoal e 2,4% com outros custos administrativos.

Entretanto, o lucro líquido contábil foi de R$ 3,049 bilhões, um recuo de 22,2% sobre o primeiro trimestre de 2019 e de 37,8% em relação ao trimestre anterior.

Por outro lado, o resultado operacional da Caixa somou R$ 3,9 bilhões no período, um crescimento de 4% na comparação anual, proveniente das reduções nas despesas com PCLD, captações e despesas administrativas e da estabilidade das receitas com prestação de serviços.

Com forte atuação em ações de combate à crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, a Caixa reverteu sua trajetória da carteira de crédito, que vinha apresentando queda. O saldo totalizou R$ 699,6 milhões nos três primeiros meses deste ano, cifra 2% superior no comparativo com o mesmo intervalo de tempo de 2019.

Segundo a instituição bancária, o resultado foi influenciado pelo crescimento de 5,2% em habitação, de 1,2% em saneamento e infraestrutura e de 1,8% em crédito comercial PF, compensado pela redução de 17,1% na carteira comercial PJ.

O banco anunciou que disponibilizou mais de R$ 154 bilhões em apoio à economia durante a pandemia de covid-19. Desse montante, R$ 60 bilhões foram para o capital de giro de micro, pequenas e médias empresas, R$ 43 bilhões para o crédito imobiliário, R$ 40 bilhões para a compra de carteiras, R$ 6 bilhões para o crédito agrícola e R$ 5 bilhões para crédito às Santas Casas.

Enquanto isso, o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) da estatal foi de 14,4% ao fim de março, com crescimento de 2 pontos percentuais em um ano.

Já o índice de Basileia, que mede quanto um banco pode emprestar sem comprometer seu capital, atingiu 18,7% no primeiro trimestre ante 19% no fim de dezembro, um leve recuo de 0,3%. Em relação a março de 2019, houve queda de 1,4%.

Foto: Marcus Leoni/Folhapress