Como funcionam as taxas de uma corretora?

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Para você que possui interesse em investir seu dinheiro no mercado de ações, é importante saber que o processo não ocorre diretamente pela bolsa de valores, mas sim por meio de uma corretora de valores! 

Isso ocorre porque o mercado exige um intermediador entre o investidor e a bolsa: as corretoras 

Elas funcionam, basicamente, como uma ponte entre esses dois extremos, assim como em outros segmentos do mercado financeiro, como renda fixa e fundos de investimento. 

Por isso, o TradeMap separou os principais pontos sobre as taxas cobradas pelas corretoras, divididas em: 

  • Corretagem 
  • Administração 
  • Custódia 

O que é a taxa de corretagem? 

Como dito no começo deste artigo, a taxa de corretagem é uma quantia cobrada pelas corretoras por cada operação de compra e venda de ativos na bolsa de valores 

Quando um investidor envia ordens à bolsa, cada corretora retira essa taxa de acordo com algumas regras, que podem ser: 

Valor fixo 

Para a taxa de corretagem, o valor fixo costuma ser o mais comum.  

Aqui o investidor pode encontrar uma grande vantagem, uma vez que o montante cobrado será sempre o mesmo, independentemente do valor da operação. 

Por exemplo:  

Imagine que você faça uma operação de venda que envolva o valor de R$ 10 mil e outra no valor de R$ 2 mil. Ambas terão a mesma taxa! 

Porcentagem sobre o valor da operação 

Nesse modelo, a corretora é livre para definir suas taxas.  

Entretanto, ela geralmente observa o volume de transação e aplica um percentual sobre o valor total da operação. Existem duas situações: 

Exemplo 1:  

Uma corretora resolve aplicar uma taxa de 0,30% para transações entre R$ 0,01 até R$ 30 mil. Já em transações acima de R$ 30 mil, será cobrada uma tarifa de 0,23%. 

Exemplo 2:  

Outra corretora pode cobrar 0,25% sobre o valor total da operação.  

Com isso, o investidor que realizar uma transação mais volumosa acabará pagando uma taxa maior, já que será proporcional à quantidade operada. 

Valor fixo mais porcentagem 

Esse tipo de cobrança envolve o valor fixo pela operação mais uma porcentagem sobre a quantidade de negociação.  

O modelo em questão é conhecido para os investidores que negociam na bolsa por meio de telefone ou mesa de operações. 

Vale ressaltar que algumas instituições financeiras não cobram taxas para alguns produtos. Por isso, você deve pesquisar com cuidado antes de abrir conta em uma corretora! 

Além do mais, também existe outra taxa de corretagem cobrada pela corretora: 

Taxa de corretagem para contratos futuros 

Os chamados “contratos futuros” são uma modalidade em que os investidores se comprometem a comprar e vender um determinado produto em uma data futura. Bem simples, certo? 

→ Leia também: o que é o mercado futuro? 

A taxa de corretagem cobrada nessa modalidade é realizada com base em cada contrato adquirido.  

Ou seja, se o investidor comprar 10 contratos de café, serão cobradas 10 taxas. 

Taxa de corretagem para opções 

Quem investe no mercado de opções também precisa realizar o pagamento da taxa de corretagem. 

Esta taxa pode ter um valor fixo ou percentual, a depender do montante envolvido na operação. 

E o que é uma taxa de administração? 

A taxa de administração nada mais é do que o valor pago ao operador de uma aplicação financeira que administra o capital do investidor.  

Ela é comumente usada em fundos de investimento. 

Outro ponto importante nesse modelo é que a taxa é expressa em uma porcentagem anual, ou seja, “x pontos percentuais (p.p) ao ano”.  

Assim, a cobrança ocorre diretamente sobre o montante total investido. 

Logo, quanto maior for a aplicação, maior será o valor da taxa de administração. 

Entretanto, apesar de ser apresentada em valores anuais, a taxa de administração é cobrada mensalmente. 

E a taxa de custódia? 

Por fim, a taxa de custódia é uma tarifa paga a uma instituição para fazer um registro de determinado investimento em nome de quem aplicou. 

É comum vermos a cobrança dessa taxa em títulos públicos, como o Tesouro Direto 

Ela pode ser mensal ou anual e é calculada sobre o valor total do investimento. 

Atualmente, a taxa de custódia do Tesouro Direto é de 0,25% ao ano sobre o valor total do investimento, ou seja, do capital mais rendimentos. 

Leia também:   Indicadores da Bolsa de Valores: entenda quais são os mais importantes e como você deve analisar balanços

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