BC anuncia leilão de dólar à vista

BC - REUTERS Ueslei Marcelino

Em comunicado ao mercado, o Banco Central anunciou nesta quarta-feira alterações no mercado cambial e passará a vender dólares à vista das reservas internacionais a partir do dia 21 até 29 de agosto. Essa medida, feita para evitar um rali do dólar, não ocorria desde fevereiro de 2009, em um momento em que os investidores procuram mais liquidez diária ante proteção futura.

“Considerando a conjuntura econômica atual, a redução na demanda de proteção cambial (hedge) pelos agentes econômicos por meio de swaps cambiais e o aumento da demanda de liquidez no mercado de câmbio à vista, o Banco Central do Brasil comunica que, para efeito de rolagem da sua carteira de swaps, implementará a oferta de leilões simultâneos de câmbio à vista e de swaps reversos”, disse a instituição em nota.

O BC leiloará US$ 500 milhões à vista por dia de forma simultânea à oferta em montante equivalente em swaps reversos (venda de contratos SCS), para conter a volatilidade do câmbio.

“O Banco Central do Brasil enfatiza que esta atuação não altera sua política cambial, pautada no câmbio flutuante, sem prejuízo da atuação da Autarquia em busca da manutenção do regular funcionamento do mercado. Trata-se de aperfeiçoamento no uso dos instrumentos à sua disposição para atuação no mercado de câmbio, como parte da Agenda BC, tendo em conta as condições presentes neste momento no mercado”, ressalta a autoridade monetária.

De acordo com a Reuters Brasil, o Banco Central não disponibiliza swaps reversos desde novembro de 2016. A atuação visa trocar, por dólar à vista, um montante de US$ 3,8445 bilhões em swaps cambiais tradicionais, com expiração em outubro.

O que são swaps?

Swaps são, basicamente, uma troca de taxas de juros ou indicadores como o dólar. No caso do Banco Central, os Swaps Cambiais são contratos de trocas taxas de juros do país (recebido pelo Banco Central) por pelo valor em reais do dólar, o PTAX (pago pelo BACEN). Um Swap Reverso é justamente a troca contraria: o Banco Central recebe a taxa do dólar e paga uma taxa de juros nacional.

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