Banco Central corta Selic, enquanto Fed mantém mesmo nível da taxa de juros nos EUA

Fachada do Banco Central do Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu cortar nesta quarta-feira a taxa básica de juros do Brasil, a Selic, em 0,5%, passando de 5% ao ano para 4,5% ao ano – o menor nível histórico.

O Copom faz duas reuniões a cada 45 dias para decidir o rumo da Selic em relação à economia brasileira. Ontem, o comitê apresentou análises técnicas sobre a evolução e as perspectivas econômicas globais.

Já nesta “super quarta”, como é conhecida pelo mercado, a diretoria do Banco Central definiu e anunciou a taxa após o fechamento da B3, a bolsa de valores brasileira.

Entretanto, uma parte dos analistas consultados pelo BC acreditava que, devido à alta do dólar e do preço da carne, a instituição financeira manteria a taxa de 5% ao ano e adiar a redução da Selic para o ano que vem.

→ Leia também: Super quarta: BC e Fed decidem política monetária

Fed

O Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos) divulgou, às 16h no horário de Brasília, que manteve a taxa de juros no mesmo patamar do último corte, entre 1,5% e 1,75% ao ano.

A decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla inglês) foi de acordo com a expectativa do mercado. Antes mesmo da divulgação, analistas consultados pela Reuters já esperavam que o Fed continue com a mesma taxa por um bom tempo.

No comunicado, a instituição indicou que é provável que a política monetária permaneça no mesmo nível durante um longo prazo, embora os dirigentes continuem monitorando as condições econômicas.

“O Comitê julga que a posição atual da política monetária é apropriada para apoiar a expansão sustentada da atividade econômica, as fortes condições do mercado de trabalho e a inflação perto do objetivo simétrico de 2%”, informa o comunicado.

Foto: Divulgação

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