B3 enfrenta quedas após notícia eleitoral na Argentina

B3 Foto de Daniel Marenco (Folhapress)

A Bolsa de Valores de São Paulo iniciou o pregão de hoje, 12, com perdas. No entanto, não foi somente o mercado brasileiro que está em queda coletiva, como também em outros lugares do mundo. Acontece que o atual presidente da Argentina, Maurício Macri, perdeu 15 pontos percentuais em relação à chapa partidária de Alberto Férnandez e Cristina Kirchner nas prévias de eleição.

De acordo com análises feitas pelo portal Valor Investe, “o primeiro efeito imediato desse novo fato é a aversão global ao risco, como tem sido visto no mercado”. Além dessa notícia, o cenário atual já está bastante tenso por causa da guerra comercial entre os Estados Unidos e China, que afetou o mercado internacional.

Segundo o sócio-fundador do Grupo Laatus, Jefferson Laatus, o presidente Jair Bolsonaro já fez críticas à gestão de Kirchner, ex-presidente da Argentina. Dessa forma, caso sua chapa seja eleita, as relações comerciais do Brasil podem ser afetadas.

Bolsonaro comentou a situação em um evento em Pelotas, Rio Grande do Sul, alegando que “a turma de Cristina Kirchner deu sinal de vida”. Segundo o presidente, o estado Gaúcho pode virar “Roraima”, pois existe um risco de que parte dos argentinos possa fugir para o Brasil caso a esquerda retome o poder no país.

Na B3, enquanto o Ibovespa sofre queda, atingindo o valor negativo de 2,28% (valor visto às 15h), o dólar comercial está subindo e chegou a ultrapassar R$ 4,00 pela primeira vez desde maio deste ano. Você pode acompanhar essas cotações em tempo real com o TradeMap.

Cotações do IBOV e DOLFUT no TradeMap
Cotações do IBOV e DOLFUT no TradeMap

Por sua vez, os papéis da JBS (JBSS3) estão liderando as maiores altas do IBOV, com alta de mais de 4% e é uma das poucas companhias que parecem não ter sido afetadas pela notícia das eleições na Argentina. De acordo com o InfoMoney, as ações da companhia estão subindo devido um incêndio destruir parcialmente a fábrica de carne da Tyson Foods, que fica no Kansas (EUA), e mais de três mil funcionários da empresa ficarem sem trabalho, o que pode impulsionar as vendas da empresa brasileira.

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