Petrobras em foco: O que o futuro reserva para essa gigante estatal?

Foto: Shutterstock/Alf Ribeiro

Maio foi um mês agitado para a Petrobras, uma história já conhecida por muitos. A gigante estatal, líder de mercado e notável pagadora de dividendos, ganhou destaque após a saída do ex-presidente Jean Paul Prates.

A saída de Prates na terça-feira, 14 de maio, desencadeou uma onda de especulações sobre os motivos por trás de sua demissão. A repercussão levantou dúvidas sobre o futuro da Petrobras e instigou cautela sobre o fim de uma gestão que habilmente equilibrava os interesses do governo e dos investidores.

O impacto não se limitou ao cenário político, mas também se fez sentir no mercado de ações. No dia seguinte à sua saída, tanto as ações preferenciais (PETR4) quanto as ordinárias (PETR3) registraram quedas consideráveis. As ações preferenciais caíram 6,04%, encerrando o dia a R$ 38,40, enquanto as ordinárias tiveram uma desvalorização de 6,78%, fechando a R$ 40,02, resultando em perdas bilionárias para a Petrobras em termos de valor de mercado.

Antes do anúncio da demissão, em 14 de maio, a avaliação da empresa era de R$ 542,9 bilhões. No entanto, até o final do mês, esse valor diminuiu para R$ 515 bilhões, representando uma diferença de R$ 28 bilhões no último dia do mês. As perdas foram ainda mais acentuadas em 24 de maio, totalizando R$ 485,3 bilhões, uma diferença de R$ 57,7 bilhões.

Além disso, até o final de maio de 2024, as ações preferenciais da Petrobras (PETR4) registraram um aumento acumulado no ano de 11,71%, enquanto as ações ordinárias (PETR3) apresentaram um aumento de 11,59%. Em contrapartida, o índice Ibovespa, o principal indicador da B3, fechou o mês em queda de 9,01%, atingindo 122.098,09 pontos na sexta-feira (31). Este é o pior desempenho desde 2013, quando caiu 10,36% no mesmo período, excluindo o impacto da pandemia em 2020 (que foi de -24,42%), e considerando a variação até o mesmo dia de cada ano.

O mercado de aluguel de ações da Petrobras também foi afetado pela reação adversa. A taxa média de aluguel aumentou continuamente desde o dia 14, atingindo seu ponto mais alto em 22 de maio, com 1,21% para as ações preferenciais (PETR4), a maior desde junho de 2023. Além disso a taxa máxima de aluguel negociada das ações preferenciais foi de 7,5%, registrada no dia anterior (21). No dia da mudança de comando, aproximadamente 7,45% das ações em circulação da Petrobras estavam alugadas, representando um aumento de 1,98 p.p. em relação ao dia anterior.

Esses movimentos revelam uma relação inversa entre o mercado de aluguel e os preços das ações, destacando a sensibilidade do mercado às mudanças no comando da empresa. Essa dinâmica negativa entre os mercados de ações e aluguel pode ser claramente observada no gráfico abaixo:

Por fim, é evidente que maio foi um mês agitado para essa gigante petrolífera. Os questionamentos sobre o futuro da Petrobras ganham destaque, indicando um período de incertezas e desafios à frente, e deixando no ar a dúvida sobre o que está por vir.

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