Vivo (VIVT3) mira serviços financeiros e até carteira de crédito; entenda

Na TradeLive desta semana, executivos da companhia contam os planos de crescimento

Foto: Shutterstock/Alison Nunes Calazans

A Vivo (VIVT3), atualmente, ocupa a posição de maior empresa do setor de telecomunicações do Brasil. São 112 milhões de acessos anuais, tanto na operação móvel quanto fixa. A empresa, controlada pela Telefônica Brasil, tem 38% de todo o mercado brasileiro.

A companhia tem voltado suas atenções à diversificação dos negócios e, principalmente nos últimos anos, na telefonia móvel. Hoje, cerca de 5% da receita total da Vivo vem da prestação de serviços digitais para empresas ou pessoas físicas.

Executivos da companhia revelaram na TradeLive desta semana que, no futuro, a ideia é que a Vivo entre em serviços financeiros, gerenciando carteira de crédito de seus usuários, como fazem os bancos.

Os últimos anos foram voltados à telefonia móvel, onde tem 97 milhões de linhas em operação, e internet fibra, que virou a tendência do mercado desde meados da década passada.

A recente aquisição dos ativos da Oi Móvel deve impulsionar as atividades da companhia, aumentando em cerca de 12 milhões o número de clientes. O negócio vem como um complemento às operações, sobretudo no Nordeste.

Parte dos resultados da Oi já foram registrados no balanço da companhia no segundo trimestre deste ano. Resultado este, porém, que não agradou aos investidores, sobretudo por conta do aumento das despesas financeiras. Mas, segundo a empresa, as sinergias têm sido observadas.

O negócio transformacional para o setor de telecomunicações no Brasil reacendeu a possibilidade de crescimento dos lucros e, consequentemente, dividendos por parte da Vivo.

A empresa distribuiu, nos últimos dez anos, em média, 100% do lucro líquido anual aos investidores, seja por meio de dividendos ou JCP (juros sobre capital próprio). Segundo João Pedro Carneiro, diretor de Relações com Investidores da Vivo, “a remuneração aos acionistas é um pilar” na operação da companhia.

Com a geração de caixa ainda robusta, a empresa visa continuar entregando crescimento bons dividendos aos seus investidores, mas sem deixar de investir em novos negócios.

Como a empresa atingirá esses objetivos? Confira a entrevista da Vivo na TradeLive desta semana e tire suas conclusões!

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